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8.2.3 Gerenciando os Recursos Humanos / Técnicas / Técnicas de Gerenciamento da Equipe do projeto

 

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Gerenciar Pró-ativamente os Recursos Humanos em uma Organização Matricial (8.2.3.P1)

Uma das partes frustrantes em ser um gerente de projetos é que pode ser difícil de gerenciar um projeto quando ele não tem nenhuma autoridade formal sobre os membros de sua equipe. De uma perspectiva organizacional, se as pessoas não relatam diretamente ao gerente do projeto como um gerente funcional, então provavelmente essas pessoas estão trabalhando em algum tipo de estrutura matricial. Uma das vantagens principais de uma organização matricial é que ela utiliza os recursos humanos com maior eficiência, mas também pode ser muito desafiadora para os gerentes de projetos.

Como você manterá os membros da equipe responsáveis pelos seus prazos finais sem ter esta autoridade?

Da parte das pessoas, embora os membros da equipe não relatam diretamente ao gerente do projeto, o desempenho sobre seus trabalhos no projeto deve ser incluído nas revisões de desempenho anuais dos mesmos. O Gerente do projeto deverá comunicar aos membros da equipe que seus desempenhos sobre o projeto serão incluídos em suas revisões de desempenho anual. Também, isso deverá ser reiterado e concordado pelos gerentes diretos dos recursos humanos envolvidos.

Naturalmente, se os membros da equipe estiverem faltando com seus compromissos em termos de prazos, você deverá tentar determinar a causa. Por exemplo, se for devido a falta de habilidades, isto deverá ser resolvido através de treinamento ou da realocação de recursos. Se o problema for pela falta de compreensão das expectativas esperadas, então você poderá ter que fazer algumas mudanças em termos de comunicação.

Pela parte do gerenciamento dos processos, há as técnicas e os processos de gerenciamento de projetos que devem ser utilizados. Primeiramente, se a disponibilidade e o desempenho da equipe estiver na dúvida, você deverá levantar cedo este problema no projeto como um risco. Como parte de gerenciamento dos riscos, você necessitará criar um plano pró-ativo para gerenciar e mitigar o impacto no projeto. Quando as pessoas faltarem com seus compromissos em relação aos prazos e o prazo final do projeto estiver em risco, você poderá necessitar informar este problema a gerência e executar o processo de gerenciamento das incidências problemáticas. Durante o gerenciamento das incidências problemáticas, você deverá procurar a causa do problema e tentar resolvê-lo.

Além disso, certifique-se de que os membros da sua equipe estão comunicando-se pró-ativamente com você. Em muitos casos, não é o fato de as pessoas faltarem com seus compromissos em termos de prazos que lhe frustra, mas sim porque o membro da equipe não se comunica pro-ativamente. Se o membro da equipe, comunicar-se pró-ativamente, você poderá ter tempo para avaliar a situação, o impacto, resolver os problemas ou no mínimo comunicar pró-ativamente o problema e a solução as partes interessadas apropriadas. O gerente do projeto também necessita comunicar-se pró-ativamente. Comunique-se bem com a sua equipe e certifique-se de que a mesma compreende as datas e as suas expectativas. Também, comunique-se pró-ativamente com os gerentes diretos dos membros da equipe e certifique-se de que os mesmos saibam quando houver problemas sobre o compartilhamento dos recursos e com o desempenho.

O gerenciamento em uma organização matricial envolve um balanço complexo e delicado entre os gerentes de projetos e os gerentes diretos dos recursos humanos. Nestas situações, geralmente o gerente de projeto tem autoridade limitada no gerenciamento dos recursos humanos. Mesmo assim, é possível concluir com sucesso seus projetos. Existe muitos processos e técnicas de gerenciamento de projetos que poderão ajudá-lo. Utilize-as para levantar riscos e problemas quando forem necessários. Também, certifique-se de utilizar o patrocinador do projeto. O patrocinador poderá ajudá-lo a gerar urgência e foco, e também poderá forçar um impacto nos gerentes diretos dos recursos humanos para certificar-se de que você terá os recursos necessários para ser bem-sucedido.

 

Fornecendo o Feedback sobre o Desempenho (8.2.3.P2)

No papel de gerente de projeto normalmente não inclui fornecer revisões anuais e formais sobre o desempenho dos membros da equipe. Esta é geralmente uma responsabilidade do gerente direto de cada membro da equipe. Entretanto, não há nenhuma dúvida de que um gerente de projeto necessita fornecer um feedback sobre o desempenho da equipe de modo que os membros saibam como está o desempenho e se alcançarão as expectativas de desempenho. Isto inclui reconhecer quando os membros da equipe se encontram com seus compromissos e fornecer feedback quando os mesmos não estiverem se encontrando com as suas expectativas.

Dizer para as pessoas que elas estão fazendo um bom trabalho é fácil. É difícil quando você necessita dizer a um membro da equipe que o mesmo não está se encontrando com as suas expectativas. Quando este tipo de conversação for apropriado, o gerente de projeto poderá utilizar as seguintes técnicas:

  • Planejar. Isto ajuda os gerentes a desenvolverem uma estrutura para fornecer um feedback eficaz. O gerente deve pensar antes sobre o comportamento que deve ser destacado e como o gerente pode ajudar o empregado a melhorar.

  • Forneça exemplos. O criticismo vago promove a ansiedade. Os exemplos tangíveis são requeridos para destacar o feedback. Tipicamente, você não necessita fornecer dezenas de exemplos. Normalmente, você pode frisar um ponto com uma ou duas observações.

  • Motivar. Utilize técnicas motivadoras na discussão. Normalmente, o empregado fica decepcionado com um feedback negativo. Procure oportunidades de construir também a moral do membro da equipe, de modo que o mesmo fique ansioso para melhorar.

  • Sanduíche. O gerente de projeto deve começar a sessão com comentários positivos, e então lhe passar o feedback negativo e terminar com comentários positivos e motivadores.

  • Deixe um tempo para o receptor fornecer feedback. O processo necessita ser um diálogo entre o gerente de projeto e o membro da equipe. Assim, busque um feedback do membro da equipe e permita que o mesmo concorde, discorde ou forneça a sua perspective.

  • Estabelecer um prazo para um plano de ação e revisões. O gerente de projeto deve documentar todos os itens de ação, circulá-los ao membro da equipe e assegurar-se de que sejam completados. Antes que a reunião termine, o gerente do projeto e o membro da equipe devem acordar uma data para verificar o progresso.

 

Forneça Feedback Sobre o Desempenho de Forma Regular e Não Somente Nas Avaliações Formais (8.2.3.P3)

Existe pessoas com todos os tipos de competências e talentos. Freqüentemente, o talento das pessoas levam-nas a trabalhar em áreas onde elas podem aplicar o seu talento. Mas as vezes, o seu talento individual e o trabalho não estão alinhados. Muitas pessoas têm as competências genéricas e a motivação para superar esse desalinhamento.

Se todos fossem excelentes em seu trabalho, haveria menos pessoas trabalhando na área de gerenciamento de pessoas. Entretanto, as coisas nem sempre são assim. Algumas pessoas são incapazes de atender as expectativas e os gerentes não devem sentir-se culpados em trabalhar com elas, desde que ele tente corrigir a situação.

Os gerentes não devem ter receio em discutir este problema com a pessoa. O feedback sobre o desempenho deve ser dado de imediato sempre que o problema dessa pessoa afetar a equipe.

A dúvida de muitos gerentes é sobre qual a melhor atitude a tomar quando surge um problema de desempenho. Por vez, o próprio empregado não tem idéia de que está com problema em relação ao seu desempenho. Por essa razão existe um trabalho preliminar que necessita ser feito antes de iniciar a discussão com o empregado.

Como gerente, considere a seguinte abordagem:

  1. O primeiro passo é recolher os fatos. Pegue exemplos recentes de prazos não cumpridos, etc. que podem ser utilizados durante a discussão do problema de desempenho com o empregado.

  2. Uma vez que os fatos são obtidos, o passo seguinte é ter uma discussão preliminar. Existem três objetivos para essa reunião:

  • Levar ao conhecimento do empregado o seu problema de desempenho;

  • Saber qual a resposta e justificação do empregado;

  • Estabelecer um plano de ação a curto prazo. Isto é crítico e é a chave para tentar reverter o problema.

Em muitos casos, o gerente conclui precipitadamente que é um problema de desempenho puro e simples. Entretanto, existem várias razões para o fato de o desempenho não corresponder às expectativas. Assim que o gerente compreender as causas poderá criar um plano de ação adequado.

A discussão inicial irá ajudar a determinar os próximos passos. O problema de desempenho pode ter uma raiz da causa que poderá ser resolvido em conjunto. Talvez só o ato de levar o problema ao conhecimento do empregado já ajudará a resolver a situação. Até que ocorra esta discussão inicial, não será possível saber exatamente qual é o problema e as soluções adequadas.

A primeira reunião não deverá terminar enquanto não houver um plano de ação a curto prazo para lidar com a situação. Este plano poderá requerer o trabalho do gerente e do empregado. O plano também deverá incluir uma data para eles voltarem a se reunir, talvez num prazo de 30 dias. É importante que eles voltem a se reunir para determinar se houve melhorias no desempenho. Se houver melhorias, então talvez seja necessário somente supervisionar a situação a partir desse ponto.

Se o desempenho continuar abaixo das expectativas, então uma segunda reunião deverá explorar novamente as causas e verificar a existência de mais ações de curto prazo que façam sentido. Se existirem, as mesmas deverão ser implementadas. Entretanto, se o gerente concluir que o empregado não consegue cumprir com as expectativas, então, o Departamento de Recursos Humanos deverá ser envolvido para fazer uma avaliação das alternativas disponíveis na altura.

 

Gerenciando as Pessoas Que Não Tem um Desempenho Satisfatório (8.2.3.P4)

Um problema que muitos gerentes de projetos nunca se sentem confortáveis em enfrentar é o gerenciamento das pessoas que não tem um desempenho satisfatório. Isto é especialmente um fato, se estas pessoas não estiverem se encontrando com as expectativas, mas talvez não ao nível onde eles tenham que ser demitidos. Entretanto, você tem ainda o desafio de tentar gerenciar a sua equipe e concluir o seu projeto com sucesso. Você deverá analisar um número de possíveis causas do desempenho inadequado. Exemplos:

  • A pessoa tem as habilidades e a experiência adequada? Às vezes as pessoas não alcançam as expectativas pelo motivo de não possuírem as habilidades adequadas para fazer o trabalho requerido. Por exemplo, você atribui uma pessoa para analisar um novo grupo de relatórios, mas esta pessoa não sabe como fazer as interrogações certas ou estruturar uma discussão com os clientes. Se qualquer pessoa cair nesta categoria, você necessitará decidir se ela poderá fazer o trabalho recebendo um pequeno treinamento ou se a mesma deverá ser substituída.

  • Elas compreendem as suas expectativas? Se as pessoas tiverem as habilidades adequadas, então interrogue-as sobre o trabalho para ver se elas compreenderam realmente quais são as expectativas. Por exemplo, às vezes quando um membro da equipe ultrapassa um prazo, ele poderá dizer que não sabia que o trabalho deveria ser entregue em tal data. Se houver alguma confusão sobre as expectativas, você poderá solicitar a pessoa que confirme por escrito qual foi a sua compreensão sobre as expectativas, as entregas e os prazos.

  • Há circunstâncias atenuantes? Uma outra área a considerar é se há alguns outros fatores, tal como profissional ou pessoal, que poderá explicar o desempenho de uma pessoa. Por exemplo, um membro da equipe poderá não estar muito motivado para trabalhar se alguém de sua família estiver muito doente. Nesse caso, poderá não haver uma maneira de resolver esta situação, mas você estará procurando as razões, o porque as pessoas não puderam cumprir com as expectativas. Se você puder encontrar uma causa, esta causa lhe dará alguma habilidade para responder, ou no mínimo reconheça-las.

Se as pessoas tiverem as habilidades adequadas e souberem quais são as expectativas, então as suas opções de gerente do projeto irão tornar-se mais limitadas, e você começará a entrar no reino do gerenciamento do desempenho. É possível que alguns membros da equipe não possam alcançar as expectativas. Eles podem não estar dispostos a fazer o trabalho, ou mesmo tendo treinamento e o apoio os mesmos não conseguem fazer o trabalho. Se você sentir que chegou a este ponto, você necessitará envolver o gerente direto do membro da equipe, e geralmente o departamento dos recursos humanos. O departamento dos recursos humanos deverá fornecer uma orientação sobre os tipos de ações disponíveis e aceitáveis pela sua empresa.

Mesmo que você tenha problemas sobre o desempenho das pessoas, você poderá utilizar os processos de gerenciamento de projetos para ajudar a mitigar os problemas que você está encontrando. Por exemplo, se as pessoas ultrapassarem as datas de entregas, então você estará provavelmente com o risco de ultrapassar o prazo final do projeto. Se as datas das entregas forem ultrapassadas porque os membros da equipe estão sub-carregados com outros trabalhos, neste caso você tem uma incidência problemática e deverá utilizar o processo de gerenciamento das incidências problemáticas. Se as pessoas estiverem ultrapassando as datas porque estão fazendo mais trabalho do que foi atribuído, você deverá rever, reestabelecer e comunicar o processo de gerenciamento das mudanças do escopo. Se as pessoas não estiverem entregando ao nível adequado da qualidade, você poderá necessitar utilizar o processo de gerenciamento da qualidade para estabelecer os critérios sobre as entregas e o nível da qualidade.

É difícil e frustrante trabalhar e confiar nas pessoas que não cumprem com os seus compromissos. Depois que você investigar os problemas, determinar as causas e tentar resolvê-los, mas não obter sucesso, você deverá escalar o problema ao patrocinador para uma avaliação e resolução.

 

Exibir Liderança em Projetos Desafiantes (8.2.3.P5)

Os gerentes de projetos necessitam ser líderes. A liderança pode ser fácil quando tudo corre bem. Neste caso, todos lhe seguem. Entretanto, nas épocas difíceis, a liderança também pode ser difícil, mas nestes casos a liderança é super vital. Segue abaixo, algumas dicas para você liderar a sua equipe em épocas difíceis.

  • Mantenha o Foco na Totalidade do Projeto. Quando as situações começam a ficar difíceis, a tendência das pessoas é tornar-se focalizada somente nos problemas. Um líder permanece focalizado na visão de realização dos objetivos do projeto.

  • Fique Positivo. Quando as circunstâncias começam a ficar difíceis, mesmo os membros mais leais da equipe podem ser tentados a começar a acusar outras pessoas ou grupos e, infelizmente, às vezes acusam os membros de sua própria equipe. Eles começam uns a questionar os outros e apontar as suas falhas. Um líder deve manter-se positivo, agir com racionalidade e ser objetivo.

  • Seja o Primeiro a Sacrificar-se. Quando houver um problema a compartilhar, os líderes devem realmente compartilhar - liderar. Se a equipe necessitar trabalhar fora do tempo previsto, o gerente do projeto também deverá trabalhar fora do tempo previsto. Se a equipe do projeto necessitar trabalhar no sábado, o gerente do projeto também deverá trabalhar no sábado.

  • Mantenha-se Calmo. O pânico é uma emoção comum e ninguém está imune a ele. Um líder, entretanto, pensa sobre todos os aspectos de cada problema e permanece calmo. Manter a calmo permitirá ao líder tomar as decisões corretas para toda a equipe. O pânico somente conduz ao desastre, enquanto que a calma conduz à vitória.

  • Motivar. Em épocas difíceis e desafiantes, as pessoas naturalmente estão com a moral baixa. Tendem a ser pessimistas. Não conseguem ter uma visão das resoluções finais dos problemas. O gerente de projeto deve focalizar em motivar a equipe e mostrar como o resultado final será satisfatório.

  • Crie Pequenas Vitórias. Uma das maneiras para motivar a equipe é criar pequenas vitórias. Quando as coisas são difíceis, a equipe começa a pensar como poderão ganhar. O gerente do projeto deverá procurar maneiras de ganhar – mesmo pequenas vitórias do ínterim. Com cada vitória pequena, o líder construirá a alta estima e uma atitude positiva.

  • Mantenha o Senso de Humor. Há poucas coisas na vida das quais não podemos sorrir. Como gerente do projeto, você necessita procurar as oportunidades para incorpora o divertimento, e conservar o senso de humor sobre os seus próprios erros e das situações que se apresentam.

Um gerente de projeto fraco geralmente é incapaz de tirar a equipe de um grande problema, porque o mesmo não tem a habilidade para liderar a equipe e resolver o problema. Quando os gerentes de projetos mostram a liderança, a equipe o seguirá - talvez não imediatamente, mas eventualmente. O gerente de projeto está na posição para liderar a resolução e para voltar o projeto a uma fundação sólida novamente.

 

Utilize Várias Abordagens para Resolver Problemas Relacionados a Moral da Equipe (8.2.3.P6)

Os problemas referentes a moral da equipe, não acontecem da noite para o dia, e não podem ser resolvidos da noite para o dia. Tipicamente, as causas e as resoluções principais estão fora de seu controle. Entretanto, como gerente do projeto, há algumas coisas que estão dentro de seu controle. Não importa o quanto você poderá fazer para resolver o problema, o mais importante é você tentar. Se, a sua equipe perceber que você está tentando ajudá-la, a mesma se sentirá muito melhor.

Você necessita de algum feedback da equipe para determinar a causa dos problemas em relação a moral. Uma vez que você compreender a causa, geralmente há múltiplas maneiras de ajudá-los. Segue abaixo alguns exemplos:

  • Seja um bom ouvinte. Você descobrirá que o simples ato de ouvi-los ajudará a melhorar a moral das pessoas. Mostrar-se complacente e empático é a resposta chave. Isto mostrará que no mínimo você esta a par dos problemas e está concernido.

  • Diga "Obrigado". Isso é tão importante quanto ser um bom ouvinte. Se os membros da equipe sentirem que o gerente do projeto reconhece suas contribuições, isso ajudará-los a sentirem-se melhor sobre suas situações.

  • Atribua os trabalhos mais desafiantes. Esta é uma solução mais difícil para implementar, porque na maioria dos casos, o seu trabalho é o seu trabalho e você não pode mudar a natureza básica desse trabalho. Entretanto, há algumas coisas que você pode fazer para introduzir novos desafios. Por exemplo, você pode revezar pessoas em novos papéis. Se dois membros da equipe permanecerem em seus trabalhos por muito tempo, troque-os, faça com que um faça o trabalho do outro. Isso dará a cada pessoa uma oportunidade de aprender novas habilidades, novas experiências, e também para lhe dar cobertura de backup. Também, você pode atribuir mais responsabilidade as pessoas. Por exemplo, isso pode incluir; a responsabilidade de controlar o orçamento do projeto, liderar uma sub-equipe ou a responsabilidade de controlar o trabalho dos contratados.

  • Forneça oportunidades para eles aprenderem novas tecnologias. Você pode tentar revezar as pessoas em novas tecnologias, trocar as responsabilidades para permitir que as mesmas aprendam novas habilidades, e aumentar as oportunidades de treinamento.

  • Certifique-se de que os membros da equipe sabem o que é esperado deles. Você deve certificar-se que os membros da equipe estão claro sobre suas responsabilidades, atividades, e como suas contribuições ajudarão o projeto a ser bem-sucedido.

  • Ofereça mais flexibilidade. Permitir aos membros da equipe mais controle sobre seus trabalhos e suas vidas, poderá ajudá-los na moral da equipe. Alguns exemplos de flexibilidade do trabalho incluem:

    • Oferecer opções de tempoflex para permitir que os membros da equipe possam começar o trabalho mais cedo ou mais tarde baseado na preferência pessoal. Isso também poderá incluir a flexibilidade para trabalhar quatro dias de dez ou mais horas.

    • Tente oferecer alguma forma de telecommuting (Telework). Investigue a possibilidade de permitir o telecommuting. Comece com um ou dois dias por semana e talvez somente com um grupo selecionado para fazer uma experiência e ver se funciona.

  • Obtenha os equipamentos certos. Certifique-se que os membros da equipe possuem os equipamentos (por exemplo, hardware e software) adequados para realizarem seus trabalhos. É muito frustrante para os membros da equipe trabalhar com equipamentos lentos ou inadequados.

  • Procure oportunidades para fazer divertimentos. Procure oportunidades de eventos sociais. Por exemplos, bolos de aniversários, Pizzas gratuitas, etc.

  • Solicite opiniões e idéias. O gerente do projeto deve incentivar os membros da equipe a tornarem-se envolvidos e oferecer introspecções sobre as atribuições e atividades dos mesmos. Se os membros da equipe sentirem que suas opiniões e idéias são valiosas, eles também se sentirão melhor sobre suas situações.

Há muitas razões para a moral decair. Baseado nas razões há também muitas maneiras para tentar melhorar a moral. A chave é reconhecer que a moral baixa da equipe reflete no desempenho da equipe. Sendo assim, os gerentes de projetos devem manter seus olhos abertos para os problemas em relação a moral da equipe e procurar maneiras para manter a moral da equipe elevada. Apesar das limitações em seu papel há sempre algumas coisas que estão dentro de seu controle, tal como, ouvir e agradecer. Também poderá haver muitas outras respostas dentro de seu controle.

 

Trabalho Diligente para Identificar e Resolver os Problemas Relativos a uma Equipe de Projetos Disfuncional (8.2.3.P7)

Muitas equipes têm alguns conflitos devido a personalidade dos membros da equipe. Entretanto, em algumas equipes a animosidade pessoal é muito grande e a equipe encontra grandes dificuldades para funcionar junto. O gerente do projeto é um membro da equipe e provavelmente é uma parte do problema. Geralmente, o gerente do projeto que trabalha muito tempo com a mesma equipe tem a habilidade limitada para identificar e resolver problemas. Entretanto, quando esse problema é reconhecido pelo patrocinador ou pelo gerente do gerente do projeto, freqüentemente eles substituem o gerente do projeto. (Geralmente, esta opção é mais fácil do que tentar substituir a equipe do projeto).

Se você é um gerente de projetos que foi designado para gerenciar uma equipe de projeto disfuncional, há muitas áreas que requerem sua atenção.

A primeira coisa que você deve fazer é avaliar a situação atual do projeto. Sua resposta aos problemas da equipe do projeto dependerá de onde o projeto está no cronograma. Por exemplo, se o trabalho restante requer 30 dias, você terá menos habilidade para causar um impacto nas dinâmicas da equipe. Neste caso, a melhor ação poderá ser tentar motivar a equipe para dar o impulso final e monitorar o cronograma com mais diligência. Por outro lado, se o seu projeto tiver um longo tempo pela frente, você terá que ver o que poderá ser feito para reparar os danos da equipe e também, replanejar o cronograma para entregar o projeto em uma nova data realística. O plano deverá incluir os seguintes itens:

  • Boa Comunicação. Se o gerente do projeto não for um bom comunicador, isto poderá resultar em uma experiência dramática para todos. As equipes que estão com a moral baixa tendem a utilizar meios inadequados de comunicação. Não deixe boatos e incertezas inflamarem. Certifique-se de compartilhar a maior quantidade possível de informação sobre a situação atual (Status) do projeto e qualquer outra informação que possa impactar a equipe do projeto.

  • Elogios e cumprimentos. Quando os integrantes de sua equipe realizarem um bom trabalho, certifique-se de que os mesmos fiquem sabendo. As pessoas não esperam recompensas em dinheiro ou presentes quando fazem um bom trabalho - apenas esperam ser cumprimentadas e reconhecidas pelo gerente. Faça-os – formalmente e informal.

  • Estabelecer expectativas bem claras. As pessoas necessitam compreender o que você espera delas de modo que as mesmas saibam os desafios que necessitam enfrentar. Certifique-se de fornecer instruções claras quando designar o trabalho de modo que as pessoas compreendam exatamente o que você quer.

  • Não comprometa excessivamente a sua equipe. Enquanto você tenta melhorar a moral da sua equipe, você necessitará também ter cuidado para não comprometê-la excessivamente. Determine o trabalho restante para finalizar o projeto e remova qualquer coisa que seja extrínseco ou que possa ser feito após a finalização do projeto.

  • Gerenciar o escopo. Você deve gerenciar firmemente o escopo do projeto e tentar adiar todas as mudanças até que o projeto seja terminado. Estas mudanças podem ser realizadas como uma parte de um projeto seqüencial.

  • Ganhe algumas batalhas pequenas. A moral baixa pode fazer com que a sua equipe estoure os prazos, causando assim mais pressão e degradando a moral. Mas, ao contrário disso, se a equipe puder começar a cumprir alguns prazos (e você comunicar este fato e os elogiar), a moral da equipe deverá melhorar, o que fará com que seja mais fácil de cumprir os prazos seguintes.

Estas são algumas idéias para solucionar os problemas de uma equipe disfuncional. Primeiramente, certifique-se de que você compreende aonde o projeto está no cronograma, assim você saberá quanto tempo você terá para fazer as mudanças significativas. Também, tente identificar todos os problemas da equipe que forem possíveis e as causas da raiz. Então, crie um plano de ação baseado no trabalho e na quantidade de tempo restante para terminar o projeto. Se houver tempo suficiente, focalize em reparar a equipe do projeto e também a finalização do cronograma. Caso contrário focalize somente no cronograma.

 

Gerenciar os Problemas Políticos como Incidências Problemáticas (8.2.3.P8)

Quanto maior for o projeto, mais você descobrirá que os problemas que surgem durante a execução do projeto, são a maioria relacionados a políticas internas. Ou seja, os problemas são mais relacionados a o; uso dos recursos, direção do projeto, entregas do projeto, como o projeto deve ser executado, como o projeto impacta as pessoas, etc.. A resolução destes problemas requer que você obtenha um consenso entre as pessoas que têm opiniões diferentes. Ou seja, a resolução requer que você saiba que há um ambiente político e que você terá que trabalhar dentro deste ambiente.

Geralmente falando, a política é toda sobre a interação das pessoas e a influência sobre elas para realizar os trabalhos. Dependendo da tática utilizada por elas, isso poderá ser uma coisa boa, mal, ou neutra. O comportamento das pessoas pode fazer a política boa ou mal. Vamos considerar alguns exemplos que dependendo da maneira como você utiliza as habilidades políticas podem ser boas, mas também podem ser mal.

  • Você tem habilidade para introduzir as suas idéias e influenciar as pessoas a implementá-las (ótimo)... através de agrados para obter vantagens, suprimindo outras idéias opondo-se e ficando com o crédito das idéias de sua equipe (mal).

  • Você tem habilidade para alcançar o consenso em matérias complexas com um grande número de partes interessadas diferentes (ótimo)... através de trabalhos as escondidas com pessoas que tem poder, fazendo negócios sujos e destruindo as pessoas que não lhe dão apoio (mal).

  • Você recebe capital para os projetos que são importantes para você e para sua organização (ótimo)... através de uma impressão falsa sobre os custos e os benefícios, e circundando o processo existente de obter capital (mal).

  • Você desenvolve uma reputação de que é capaz de completar tarefas (ótimo)...através do uso de táticas legítimas e ilegítimas e atropelando as pessoas que ficam em seu caminho (mal).

O objetivo dos exemplos é para mostrar que a influência das pessoas e a conclusão das suas tarefas dentro da burocracia da empresa é uma coisa boa e que o termo geral da "política" pode ter conotações boas ou mal. Entretanto, tipicamente o termo é usado para descrever os métodos duvidosos que são usados para concluir as tarefas dentro da burocracia de uma empresa.

Não é incomum que uma política impacte uma equipe de projeto. Isto pode ocorrer quando há uma diferença de opinião nas entregas do projeto, nas exigências, nas requisições de mudanças do escopo, nas percepções dos riscos, etc. Você acha que estas diferenças de opinião são realmente causadas pela política? Ou por uma diferença de opinião legitimada e validada entre as pessoas que pensam que estão representando os melhores interesses da empresa?

As políticas da empresa não são processos padrão de gerenciamento de projetos. Entretanto, uma vez que as políticas começam a impactar adversamente o projeto, a situação deve ser identificada como uma incidência problemática, desde que a resolução esteja fora do controle da equipe do projeto. Você não poderá utilizar uma lista de verificação (Checklist) para resolver as incidências problemáticas do tipo político. Os problemas políticos são relacionados as pessoas e as situações. O que funciona para uma pessoa em uma certa situação pode não funcionar para uma outra pessoa na mesma situação, porque as pessoas e as suas reações são diferentes. A Identificação de um problema como uma incidência problemática, fornecerá uma visibilidade da situação e a esperança de que as pessoas apropriadas se envolverão na resolução.

Geralmente, os gerentes de projetos necessitam ser bons em identificar e em tentar resolver as situações políticas. Há três áreas que você deve ter conhecimento:

  • Tente reconhecer situações e eventos onde é mais provável que a política seja envolvida. Este poderá incluir pontos de decisão, competição para capital (fundos) e recursos, e decidir a direção e as prioridades do projeto.

  • Em geral, comunicar-se abertamente e honestamente com as pessoas. Quando você fornecer uma opinião ou uma recomendação, expresse os pontos positivos e os negativos para fornecer uma vista equilibrada aos outros partidos. Certifique-se de que você distinguiu os fatos e as suas opiniões de maneira que os outros partidos possam saber as diferenças. Você deve sempre tentar comunicar-se pró-ativamente com todas as partes interessadas.

  • Se você se sentir desconfortável com o trabalho que lhe foi atribuído, envolva o seu patrocinador ou o seu gerente funcional. Eles tendem a ter uma certa autoridade devido a sua posição e são mais astutos na política, e deverão fornecer conselhos e apoiá-lo.

Se você se sentir confortável com o seu trabalho, com a maneira que você influencia e a maneira que você está utilizado para concluir os trabalhos, então provavelmente você está manejando as políticas da maneira certa. Mas, se você se sentir culpado pela maneira que está tratando as pessoas e se questionado sobre os métodos que está utilizando para concluir os trabalhos, provavelmente você está praticando o lado escuro das políticas.

Trate de Forma Honesta e Aberta das Incidências Problemáticas Causadas por Você (8.2.3.P9)

Ninguém é perfeito. Os gerentes de projetos tipicamente tentam fazer o melhor trabalho possível baseados nas informações disponíveis no momento. Entretanto, há situações em que algum problema surge devido a um erro cometido pelo gerente do projeto. Este erro pode ser relacionado a má comunicação, a um erro de estimação, a má compreensão sobre as entregas do projeto, etc. Este erro deve ser razoavelmente grande para ser classificado realmente como uma incidência problemática, mas erros grandes acontecem toda a hora.

Normalmente, o gerenciamento das incidências problemáticas é um processo frio e lógico que envolve a identificação do problema e as técnicas de resolução. Entretanto, estes tipos específicos de incidências problemáticas podem ser muito difíceis para resolver devido que o gerente do projeto poderá ficar um pouco na defensiva (e talvez envergonhado). Às vezes o fato de o problema ser causado pelo gerente do projeto, poderá dificultar que o mesmo seja tratado abertamente e com rapidez. Se isto lhe acontecer, utilize o seguinte processo para tratar eficazmente do problema:

  1. Assumir o problema. Primeiramente, você deverá reconhecer o problema e confessar que de fato o mesmo foi causado devido a um erro cometido por você. Se você causar o problema mas tentar responsabilizar uma outra pessoa, provavelmente você descobrirá que o processo de resolução do problema será muito mais doloroso para você. Se você causar o problema, ou se você for parcialmente responsável pelo mesmo, seja maduro e honesto o suficiente para assumi-lo.

  2. Comunique-se abertamente. Quando você confessar o seu erro, você poderá ficar surpreso ao ver a sensação de liberdade que isto lhe dará! Se você assumir e comunicar que cometeu um erro, os outros sentirão que não necessitarão ficar na defensiva e os mesmos ficarão livres para trabalhar na resolução do problema.

  3. Resolva o problema com calma. A parte mais dolorosa já foi resolvida, agora você deverá procurar alternativas e resolver o problema utilizando as técnicas estabelecidas para gerenciar as incidências problemáticas.

  4. Aprenda através do seu erro. Geralmente, cada erro que você comete poderá ser transformado em uma experiência de aprendizagem. Baseado nesta aprendizagem, você poderá mudar seus processos de gerenciamento de modo que este tipo de problema não ocorra novamente.

É comum para os gerentes declararem que a única coisa positiva que resulta de uma má experiência é que eles aprenderam a não cometer o erro novamente. Seria ótimo se houvesse melhores lugares para aprender do que na "escola da vida". Entretanto, como mencionado anteriormente, ninguém é perfeito. Quando você cometer um grande erro, a melhor coisa a fazer é assumir o erro, comunicar e tentar resolve-lo o mais rápido possível. Após isso, faça mudanças de modo que o problema não ocorra novamente.

Se você manejar estes tipos de erros desta maneira, você descobrirá que geralmente as pessoas lhe darão o benefício da dúvida, e de fato, muitos o admirarão pela maneira que você trata destes desafios pessoais.

 

Forneça Liderança para Implementar as Requisições Cruciais das Mudanças (8.2.3.P10)

Uma mudança não é inerentemente má ou boa. Entretanto, a equipe poderá reagir às mudanças de maneira positiva ou negativa, dependendo do estado do projeto. Uma reação típica da maioria das equipes de projetos é ir adiante e implementar as mudanças. Entretanto, há uma outra reação que poderá ser mais problemática. A equipe poderá não querer implementar mais mudanças. Esta situação ocorre geralmente nos projetos que tiveram problemas e passam atualmente por experiências frustradas, Por exemplo:

  • O projeto poderá ser de longo prazo, talvez requerendo horas extras, e os membros da equipe desejam apenas concluir o projeto.

  • As mudanças solicitadas requerem muito trabalho, e a data final do prazo do projeto está sendo mantida. Outra vez, a equipe do projeto poderá ser requerida para horas extras.

  • Os membros da equipe do projeto e o cliente não tiveram um bom relacionamento ao longo do projeto. Poderá haver alguns membros da equipe do projeto que não querem mais ajudar o cliente.

  • As mudanças requerem um grande retrabalho no design da solução do projeto, mudanças na fase da construção e novamente o teste completo da solução.

Todas estas situações (e mais) resultam em um cenário onde a equipe do projeto não é motivada para apoiar as mudanças do escopo. Isto põe o gerente do projeto em uma posição difícil onde ele necessita motivar a equipe para implementar efetivamente as mudanças aprovadas.

Francamente, isto é um trabalho difícil. A equipe está cansada e desmotivada. De fato, a moral pode estar baixa. Entretanto, este é o momento para o gerente do projeto demonstrar sua liderança. A causa dos problemas relacionados a equipe é complexo e necessita de uma solução multifacetada. Segue abaixo alguns itens que o gerente do projeto deverá considerar.

  • Primeiramente, explique os fatos. Não comece diretamente com um discurso de hurra-hurra. Primeiro, faça uma reunião com a equipe e explique os motivos e as circunstâncias. Descreva então as mudanças que serão necessárias e porque elas são importantes na perspectiva do negócio.

  • Reconheça os problemas. O gerente do projeto deve reconhecer os problemas. O gerente do projeto deve conscientizar a equipe sobre sua compreensão em relação à resistência da equipe para implementar as mudanças e que a moral dos mesmos é muito baixa. Não se prolongue no assunto - mas reconheça-o.

  • Seja motivador. É esse o momento de motivar a equipe. Apele ao senso de trabalhar juntos em equipe para ultrapassar esta adversidade. Conscientize-os sobre o valor que eles estão fornecendo à empresa.

  • Converse individualmente com os membros da equipe.  Além da reunião com a equipe, converse individualmente com os membros da equipe para compreender como eles estão psicologicamente. Ouça seus problemas e preocupações e obtenha o compromisso pessoal do mesmo para trabalhar duramente e continuar envolvido até a conclusão do projeto.

  • Envolva a gerência e o patrocinador. É essa também uma boa oportunidade para solicitar ao seu gerente e ao seu patrocinador que falem com a sua equipe e também agradeça-os pelo trabalho realizado, explique a importância das mudanças e solicite a eles a ajuda contínua para executar as mesmas.

  • Procure pequenos benefícios. Pequenos benefícios podem ajudar uma equipe a ultrapassar os problemas de motivação e de moral baixa. Isso pode ser tão simples como fornecer uma bandeja de doces pela manhã e pizza para aqueles que necessitam fazer horas extras.

  • Certifique-se de que os clientes estão com você. Normalmente se a equipe do projeto estiver fazendo horas extras, os clientes também deverão fazer horas extras e compartilhar da dor. Entretanto, o gerente do projeto deverá certificar-se de que os clientes realmente estão envolvidos.

  • Comunique-se pró-ativamente. Mantenha todos informados sobre o estado atual do projeto e o tempo e os esforços restantes. Se o gerente do projeto começar a ficar reticente e secreto em relações as informações, isso causará muito mais problemas para a moral da equipe.

  • Comemore os sucessos. O gerente do projeto não necessita esperar até acabar o projeto para declarar o sucesso. Utilize marcos ou mini-marcos, como oportunidades para comemorar uma vitória e elogiar aos membros da equipe.

Um gerente de projeto necessita ter mais habilidades de gerenciamento e de liderança do que simplesmente comandar as pessoas para "fazerem seus trabalhos". Esta é uma situação difícil e requer boas habilidades de gerenciamento de recursos humanos para obter sucesso. O sucesso nunca é garantido, mas utilizar algumas destas dicas pode lhe ajudar a ultrapassar uma situação difícil.

 

Equipes Gerenciadas Por Elas Mesmas (8.2.3.P11)

O trabalho em equipe é usado para concluir a maioria dos trabalhos em uma organização. Quando as pessoas trabalham em uma equipe, podem tornar-se mais motivadas e entusiasmadas, desenvolvem idéias novas para aperfeiçoar o desempenho do grupo, e aceitam uma responsabilidade maior para por estes planos em ação.

As equipes de projetos gerenciadas por elas mesmas são um tipo específico de equipes que mantém um grau elevado de colaboração e se gerenciam com o objetivo de transformar-sem em uma equipe de nível elevado em termos de desempenho. Nas equipes de projetos gerenciadas por elas mesmas, a confiança cresce entre os membros da equipe junto com o progresso do trabalho, e tornam-se motivados para aceitar alguns desafios mais difíceis. O foco neste tipo de grupo está no desempenho, também no trabalho em equipe. O sucesso deste grupo requer fortes compromissos pessoais e da empresa, o desenvolvimento das habilidades e o apoio dos membros da equipe e da gerência.

Todas as equipes de projetos gerenciadas por elas mesmas necessitam de treinamento e preparação para trabalhar neste paradigma novo. Um erro muito comum é jogar as pessoas em um ambiente gerenciado por elas mesmas sem a preparação adequada. Isto resulta no caos, na frustração e na paralisação. O melhor momento para oferecer o treinamento é quando a equipe está sendo formada inicialmente, e em uma base continua. Também, quando a equipe se encontra em situações que não pode gerenciar-se.

Naturalmente, a equipe não pode ser treinada em todas as contingências possíveis. Um dos objetivos de uma equipe de projeto ser gerenciada por ela mesma é que ela deve ser flexível o suficiente para resolver os problemas inesperados quando os mesmos ocorrerem. Nenhuma quantidade de treinamento e de planejamento pode trazer resultados perfeitos. Problemas inesperados certamente surgirão, e a equipe deverá estar preparada para investir os recursos e a energia adequada para superar os obstáculos.

 

Resistência da Equipe sobre o Gerenciamento do Projeto (8.2.3.P12)

Uma coisa é construir uma Termo de Abertura do projeto e o Cronograma. Outra é gerenciar o projeto efetivamente. Se você pudesse emitir o plano e as atribuições dos trabalhos aos membros da equipe e conseguisse com que todos os membros da equipe concluíssem suas atividades dentro dos prazos estimados, a vida do gerente do projeto seria muito mais fácil. Entretanto, o processo de gerenciar a equipe e o Cronograma torna-se complicado por envolver humanos. As pessoas são imprevisíveis. Para entender como o projeto está evoluindo e garantir que o mesmo permaneça na trilha, você necessita de controles. Você poderá precisar circular e perguntar às pessoas o que elas estão fazendo. Você necessita que as pessoas lhe informem através de relatórios de andamento (Status) e de reuniões de avaliação de andamento, como elas estão se saindo. Você deve manter estatísticas atualizadas sobre os trabalhos concluídos, os trabalhos em andamentos e os trabalhos não iniciados. Entretanto, por algumas razões, nem sempre os membros da equipe respondem bem a esses processos.

  • Os membros da equipe podem achar que esses processos são incômodos e que podem impedir que os mesmos entreguem suas entregas.

  • Os membros da equipe podem sentir que serão punidas por trazerem más notícias, ou por fazerem as coisas incorretas.

  • Os membros da equipe podem achar que os processos de gerenciamento de processos não são eficazes.

  • Os membros da equipe podem ter uma tendência normal do ser humano contra processos que parecem controles.

  • Os membros da equipe podem ter tentado seguir um dos processos, mas descobriram que o mesmo não estava completo ou não era apoiado pelos demais.

  • Os membros da equipe podem sentir que o próprio gerente do projeto não está seguindo os procedimentos.

  • Os membros da equipe podem ver pessoas que não seguem os processos e não sofrem conseqüências.

Identificar e reconhecer essas tendências humanas normais irá ajudá-lo a elaborar um grupo de processos de gerenciamento de projetos que sejam apropriados ao projeto que está sendo gerenciado. O gerente do projeto também deve comunicar o processo com eficácia, incluindo o valor agregado ao projeto. Uma vez que tenham sido discutidos com a equipe, é importante aplicar os processos de forma consistente para que sejam adotados com sucesso no projeto.

 

Trate Cedo dos Problemas Relacionados ao Pessoal da Equipe do Projeto (8.2.3.P13)

Ao tratar com um empregado difícil, primeiramente você deve analisar o desempenho do mesmo. Se o empregado fizer parte de um projeto, a primeira pergunta que você deverá fazer é se o comportamento do mesmo está impactando o projeto nos termos de suas entregas ou de prazos finais.

Na perspectiva do projeto, a segunda pergunta que deverá ser feita é se o comportamento do mesmo poderá causar problemas no futuro. Em caso afirmativo, então poderíamos considerar isso um risco para o projeto. De fato, o risco é o maior problema neste momento. Há um número de riscos para considerar neste caso, por exemplo:

  • O risco de que esse comportamento conduzirá à falha nas datas de entrega das entregas do projeto.

  • O risco de que esse comportamento alienará o restante da equipe e que a harmonia e a moral da equipe sofrerão. Em conseqüência, isso poderá fazer com que o desempenho de toda a equipe sofra.

  • O risco de que a falta da partilha do conhecimento terá um impacto sério no projeto se o empregado sair.

Se o gerente perceber que o empregado poderá transformar-se em um risco significativo, ele deverá tratar desta situação de maneira pró-ativa. O melhor lugar para começar a tratar dessa situação é realizar uma discussão frente a frente com o empregado.

Nessa discussão, o gerente discute suas percepções sobre o comportamento do empregado e porque esse comportamento causará (ou poderá causar) problemas ao projeto. O gerente compreende os riscos que o comportamento do empregado introduz ao projeto e deverá comunicar estes riscos ao mesmo.

Um dos benefícios desta primeira reunião é que o gerente compartilhará as preocupações, e o empregado terá uma oportunidade de contar seu lado da história. Você nunca sabe como esta primeira discussão irá progredir. Às vezes é difícil e não resulta no esperado. Entretanto, muitas vezes a pessoa concorda com suas observações e explica o motivo de seu comportamento. No papel de gerente, se você souber as causas, você poderá ter alguma habilidade para ajudá-lo.

O empregado poderá estar com problemas em sua vida pessoal (que poderá ou não ser compartilhado). Poderá haver um problema de personalidade entre o empregado e outros membros da equipe. Também, às vezes as pessoas acumulam a informação quando pensam que seu trabalho está em risco. Se você puder descobrir o motivo do problema, você terá uma possibilidade de determinar uma resolução.

De fato, poderá haver um número de resoluções que o gerente e o empregado poderão considerar. Isso poderá incluir o aperfeiçoamento das habilidades de comunicação e a interação com as pessoas, coaching, ou mudando o trabalho do empregado de maneira que permita que o mesmo possa ser bem-sucedido. A solução exata dependerá do resultado da reunião, do quanto o empregado está disposto a mudar e da flexibilidade do gerente.

A reunião deverá terminar com alguns compromissos concretos para tratar o problema. O gerente precisa sentir-se confortável que o empregado começará a interagir novamente com o restante da equipe. Também o empregado deverá se comprometer de ensinar suas habilidades e técnicas a outras pessoas da equipe. Se não houver concordância sobre estes pontos, então a reunião não terá sido bem-sucedida e uma terceira pessoa (talvez seu chefe, ou o setor de RH, em fim, um terceiro partido) deverá ser envolvido para tentar solucionar o problema. Se o empregado concordar com um plano de ação de curto prazo, mas não segui-lo completamente, então o problema deverá ser escalado de acordo com as normas da empresa.

 

Os Recursos Contratados Devem ser Geridos Eficazmente Mas de Modo Diferente dos Empregados (8.2.3.P14)

A utilização de recursos contratados é uma realidade freqüente em muitas organizações. Atualmente, muitas empresas tomaram uma decisão consciente de contratar somente um núcleo central de empregados. Quando há mais trabalho do que o normal que esse grupo de empregados pode realizar, a empresa não contrata novos empregados fixos. Em vez disso, recorre a recursos externos contratados temporariamente para preencher especificamente essas necessidades. Quando o trabalho adicional termina, esses recursos contratados vão embora.

Nem sempre existe uma distinção clara entre “recurso externo” e “consultor”. Iremos assumir que um consultor é alguém utilizado para um conjunto específico de competências e na maioria dos casos é responsável por completar uma ou mais entregas específicas. Por outro lado, um recurso externo é usado como um recurso suplementar para ajudar a absorver trabalho adicional e já não é necessário quando esse trabalho terminar. Entretanto, mesmo que tenha um número suficiente de empregados para realizar o trabalho, poderá recorrer a consultores para trabalharem em áreas onde não existe competências internas. Por exemplo, poderá contratar uma empresa de marketing para auxiliá-lo numa campanha de marketing na Internet. Ou, se a sua empresa adquiriu um pacote de Software, poderá necessitar da ajuda de um consultor para instalar o Software.

Por outro lado, um recurso externo é contratado numa base de tempo-e-materiais para trabalhar no que for necessário na altura. Entretanto, uma vez contratado, um consultor irá fazer o que for necessário, durante o tempo que precisar dele.

Vejamos de perto os recursos contratados. Por vezes, os gerentes são colocados numa situação difícil quando um recurso externo contratado para trabalhar num projeto e começa a mostrar um mal desempenho. Normalmente, um gerente lidaria com um problema de desempenho de um empregado fixo através de um processo que iria tentar verificar qual a causa do problema, efetuar o acompanhamento, ser muito específico nas entregas e prazos, documentar os problemas de desempenho, etc. Entretanto, os recursos externos não são tecnicamente empregados da empresa e, como tal, este nível de monitoração do desempenho não é apropriado. Por outro lado, não devemos erguer uma barreira entre o gerente e um recurso externo. Um gerente precisa comunicar-se com todos os elementos da equipe. Também necessita atribuir trabalho, receber informações sobre o progresso do trabalho e fazer com que as pessoas sejam responsabilizadas pelos seus compromissos.

Então onde deve ser estabelecida a linha de separação? De um modo geral, as empresas têm políticas específicas para garantir que os empregados lidam com os recursos contratados de um modo justo e respeitoso, mas evitam criar situações que possam ser consideradas relações de chefe-subordinado.

Por exemplo, uma das responsabilidades do gerente do projeto é atribuir trabalho e obter feedback do progresso. Isto é uma relação entre o gerente do projeto e um membro da equipe. Não é um indicador de que há uma relação de chefe-subordinado. Por outro lado, se fornecer uma avaliação do desempenho de um recurso externo, irá parecer uma situação entre um gerente funcional e um empregado subordinado.

Suponha agora que você contratou um recurso externo, e que o mesmo não está atingindo as expectativas esperadas. Nesta situação, você deverá ser claro, dizer que o trabalho que lhe foi atribuído não está progredindo como o esperado. Se o trabalho não for completado no prazo, você tem todo o direito de inquirir o recurso externo sobre a causa do atraso. Em primeiro lugar, tenha uma conversa com o recurso externo para saber se existe uma causa simples para o problema. O que acontece depois desta reunião irá ajudar a determinar se é ou não necessário envolver a empresa que forneceu o recurso externo. Se o desempenho do recurso externo retomar a um nível aceitável, então a situação resolveu-se por si própria. Por outro lado, se a situação não se resolver, você terá um problema de desempenho que deverá ser resolvido. Uma vez que o problema refere-se a um recurso externo, você não poderá resolver o problema sozinho.

O caminho mais apropriado a tomar, será contatar a empresa que forneceu o recurso e envolvê-la na situação. Você poderá explicar ao responsável apropriado dessa empresa que o recurso está tendo problemas de desempenho. Você deverá esperar uma resposta da empresa para a resolução do problema.

Este processo pode parecer complicado, mas resulta da natureza das relações com recursos externos.

Em resumo, um gerente deve comunicar e interagir com o recurso externo de todas as maneiras apropriadas para gerir o trabalho do projeto. Entretanto, o gerente tem menos flexibilidade quando se depara com situações que são mais apropriadas para uma relação chefe-subordinado. Nestas situações é necessário envolver a empresa que forneceu o recurso para resolver eventuais problemas com o recurso.

 

Compreenda a sua Equipe Técnica e Faça um Gerenciamento Adequado (82.3.P15)

Em primeiro lugar, é importante lembrar que é impossível categorizar todas as pessoas numa profissão. Você como gerente deve recorrer a um conjunto de técnicas que podem ser aplicadas a diferentes pessoas em diferentes situações. Uma única técnica não funciona para todas as pessoas.

Dito isto, vamos fazer algumas generalizações sobre o gerenciamento de pessoal técnico:

  • Tendem a ser introvertidos. Em termos gerais, a definição de um introvertido é alguém que interioriza as situações. Por exemplo, quando os introvertidos recebem muita informação nova, tendem a pensar muito antes de falar ou tirar conclusões. Por outro lado, os extrovertidos estão mais confortáveis a exprimir idéias aos outros.

  • Tendem a pensar mais logicamente do que emocionalmente. Esta tendência é óbvia. O pessoal técnico raramente entusiasma-se com discursos motivadores. Por outro lado, podem ser persuadidos e motivados com argumentação lógica.

  • Tendem a ser bons em resolver problemas. Esta é uma grande virtude do pessoal técnico mas também é uma de suas fraquezas. A maioria do pessoal técnico adora ser confrontado com um problema. A fraqueza vem de normalmente começarem a resolver o problema sem primeiro compreende-lo.

  • Tendem a ser tecnicamente criativos. Isto poderá parecer uma contradição. Seu primeiro pensamento poderá ser que o pessoal criativo é de marketing e de vendas. De fato eles são - em suas respectivas áreas. Entretanto, a área técnica também requer um certo grau de criatividade. Na área da programação, por exemplo, os analistas necessitam ser criativos quando estão definindo uma solução para os seus clientes. Os programadores também precisam ser criativos na aplicação das melhores técnicas para construir uma solução mais elegante.

O entendimento destas características genéricas é o primeiro passo para gerir o pessoal técnico. Uma vez que você começar a compreender como as pessoas trabalham e como são motivadas, você poderá começar a pensar na melhor maneira de geri-las. Mas nem todas estas idéias podem ser aplicadas à sua equipe.

Em primeiro lugar, os gerentes devem assegurar que existe um ambiente conducente a um bom desempenho. Para uma equipe de TI, isto inclui assegurar que têm as ferramentas necessárias para fazer o seu trabalho e eliminar qualquer obstáculo organizacional. Como estão na área de TI, é freqüente ficarem frustrados quando não têm o hardware certo para realizar os seus trabalhos. Criar o ambiente adequado também significa remover obstáculos organizacionais e proteger a equipe de questões políticas organizacionais. O pessoal da TI tendem a tornar-se rapidamente cínicos quando sentem que questões políticas começam a influenciar no seu trabalho ou em decisões que os afetam.

Os gerentes também devem assegurar que o seu pessoal tem as competências necessárias para o seu trabalho e que lhes são oferecidas oportunidades para crescerem em novas áreas técnicas. Isto não significa necessariamente formação externa. Pode incluir formação e-learning, seminários, webinars, livros, revistas, etc.

Na maioria dos casos, as pessoas não têm a oportunidade de lidar com uma nova tecnologia - simplesmente porque a empresa não a tem ou porque a pessoa é valiosa onde está. Uma opção potencial em muitas equipes é a rotação de funções. As pessoas que trabalham na área de suporte/manutenção podem ter a oportunidade de assumir novas responsabilidades, permitindo-lhes aprender novas tarefas. Os membros da equipe do projeto, podem ter formação em áreas diferentes e podem também aprender novas competências.

Os gerentes devem ser comunicadores pró-ativos. Lembre-se que muitos do pessoal da TI são introvertidos por natureza. Eles podem ou não dirigir-se a você para saber o que esta acontecendo. Os gerentes devem assegurar-se de comunicar-se de maneira apropriada sobre o que se passa na sua empresa, organização e grupo. Também, os gerentes devem assegurar-se de que o pessoal compreende o que devem fazer e o porquê. A equipe deve entender como o seu trabalho contribuiu com os objetivos da empresa. Se o seu pessoal trabalha em projetos, deve assegurar que os gerentes de projeto comunicam o progresso do projeto e qual a contribuição de cada um para a solução final.

Os gerentes também devem assegurar que a equipe continua coesa. Muito do que foi dito sobre o pessoal de TI serem introvertidos pode levar a pensar que eles preferem trabalhar sozinhos. Em alguns casos isso é verdade, mas normalmente não é. Podem preferir trabalhar de um modo independente, mas também gostam de sentir que fazem parte da equipe. Os gerentes também devem alimentar essa necessidade com reuniões regulares, por exemplo, criar oportunidades para se divertirem - mesmo que isso seja simplesmente almoçar em grupo.

Poderá notar que muitas destas técnicas de gerenciamento não são unicamente para o pessoal técnico da TI. Na verdade muitas destas técnicas podem ser utilizadas em outras áreas, entretanto são aplicáveis em particular ao pessoal da TI.

Resumindo, segue alguns dos pontos que deverão ser considerados quando gerir o seu pessoal:

  • Tente estabelecer um ambiente onde as pessoas sintam que têm o que é necessário para realizar o seu trabalho. Isto inclui ter o equipamento adequado, Software, procedimentos, etc.

  • O pessoal técnico gosta de perceber as regras de trabalho do grupo e gosta de ser criativo. Desse modo, estabeleça as regras de alto nível mas não faça o micro-gerenciamento dos detalhes.

  • Forneça toda a informação que a equipe necessita para trabalhar. Peça as suas opiniões e idéias, mas dê-lhes tempo suficiente e oportunidades. Não espere que reajam imediatamente.

  • Proteja a equipe de questões políticas da organização e todas as distrações que possam existir.

  • Dê às pessoas oportunidades para aprenderem, encorajando-as a investir tempo para aprender, mas também ajudando-as com algumas oportunidades. Existe muitas maneiras criativas para aprender. Quando alguém torna-se proficiente numa nova competência ou aspecto do trabalho, dê oportunidade a essa pessoa de aprender novas áreas no grupo.

  • Esteja sempre disponível quando for necessário e responda a problemas e preocupações. Nem todos os problemas podem ser resolvidos, mas o simples ato de ouvir e tentar, pode ser suficiente. As pessoas lhe darão crédito por tentar, mesmo que a resolução do problema não esteja ao seu alcance.

Seja Sensível às Diferenças Numa Equipe Diversificada (8.2.3.P16)

As melhores equipes são normalmente constituídas por um grupo diversificado de pessoas. Diferentes pessoas têm diferentes virtudes e fraquezas e o puzzle completa-se quando as virtudes de uns complementam as fraquezas de outros.

Entretanto, quando falamos de diversidade referimo-nos a conceitos mais abrangentes do que simplesmente um conjunto diverso de competências. Referimo-nos a ter um grupo de pessoas constituído por homens e mulheres de diferentes culturas e grupos étnicos. Este grupo diverso de pessoas necessitam juntar-se e trabalhar em conjunto para alcançar objetivos comuns.

Existem várias razões para que a diversidade seja importante para as empresas. Em primeiro lugar, uma força de trabalho diversificada normalmente implica (mas nem sempre) que a empresa não está consciente ou inconscientemente a discriminar pessoas. Esta discriminação pode não ser óbvia. Pode simplesmente ser que os gerentes tendem a contratar pessoas que sejam como eles. Entretanto, este comportamento pode resultar em muitos candidatos qualificados passarem ao lado.

A diversidade também pode resultar em ter um leque mais alargado de idéias e pontos de vista. Por exemplo, homens e mulheres podem ter diferentes maneiras de pensar sobre problemas específicos. Quando surgem problemas complexos, não seria melhor considerar um conjunto de quatro idéias de um grupo de homens e mulheres em vez de ter somente duas soluções de homens que pensam da mesma maneira? Em algumas organizações, a diversidade é vital para atingir o sucesso.

Então, a questão que se coloca é como gerir da melhor maneira uma força de trabalho diversificada. O primeiro ponto a reter é o simples fato de que todas as pessoas são diferentes. É importante reconhecer as diferenças e unir todas as pessoas numa equipe coesa. O gerenciamento deve considerar gerir a diversidade de vários ângulos.

  • Não tolere preconceitos ou intimidações. Este é um ponto vital, e se um gerente é incapaz de lidar com este requisito então o mesmo deve ser substituído. Antes de entrarmos nos detalhes sobre gerir uma equipe diversificada, um gerente tem que ter a certeza absoluta de que o ambiente é seguro. Intimidações ou qualquer atividade hostil não poderá ser tolerada.

  • Esteja ciente das diferenças. Cada pessoa é diferente por ser quem é mas também pelo ambiente cultural onde cresceu.

  • Apóie as diferenças tanto quanto possível. Este é um aspecto chave do gerenciamento de uma equipe diversificada. O gerente é responsável por garantir que as coisas funcionem. Se procura razões para o porquê das coisas não funcionarem, a diversidade da equipe será vista como um empecilho, não uma força.

  • Ajude todos a crescer. Procure dar responsabilidades e oportunidades a todos.

Apesar da diversidade poder ser uma vantagem para todos, também é verdade que em alguns casos, uma necessidade cultural pode ter um impacto adverso e significativo na capacidade de um indivíduo realizar o seu trabalho. Entretanto, se gerir pensando na diversidade, irá encontrar cada vez menos destes casos.

 

Gerenciar os Problemas de Desempenho Através de um Plano Formal (8.2.3P17)

Um dos trabalhos mais difíceis de um gerente é ter que pegar um caminho que poderá resultar, em últimos casos, na demissão do empregado. Já é suficientemente difícil para a maioria dos gerentes avaliarem o desempenho dos subordinados - mesmo quando esse desempenho é bom. É ainda mais difícil quando esse desempenho está muito abaixo das expectativas.

A primeira coisa a fazer, quando o gerente se depara com um problema de desempenho, é falar com o empregado, expor as suas observações sobre o desempenho, tentar descobrir a causa e por em ação um plano de curto prazo, para que o empregado tenha uma oportunidade de inverter a situação.

Infelizmente, às vezes, o feedback inicial sobre o desempenho e o plano de ação não tem os resultados esperados. Se isso ocorre, então o gerente necessita tomar medidas adicionais. Em algumas organizações e em alguns cargos, o próximo passo poderá ser o rebaixamento de cargo ou mesmo a demissão do empregado.

Em grandes empresas, normalmente os gerentes não têm a autoridade para demitir pessoas. Normalmente, o departamento de Recursos Humanos tem os processos e procedimentos para assegurar que as pessoas sejam tratadas de modo justo e dentro dos transmites legais. Se o gerente tentou resolver o problema utilizando os seus meios, mas não conseguiu, então o mesmo deverá recorrer aos processos formais dos Recursos Humanos.

Um gerente que realça um problema de desempenho e tenta lidar com ele, merece crédito. Muitos gerentes evitam confrontar frontalmente estas situações - para evitar detrimento a organização. Entretanto, para o bem da pessoa e da organização, um problema de desempenho não deve ser ignorado.

Às vezes, os gerentes hesitam em tomar ações sobre o pessoal porque receiam a reação do restante da equipe. Se o empregado em causa é um colega popular, existe a tendência de crer que a equipe irá reagir mal. De fato, isso poderá acontecer se o gerente atuar de um modo arbitrário. Entretanto, se o gerente der ao empregado o tempo suficiente para melhorar o desempenho, mas o problema continuar, então poderá ser necessário tomar medidas mais drásticas. Nesta situação, o gerente deverá explicar ao restante da equipe como foram feitos todos os esforços a favor do empregado. O restante da equipe deverá ter percebido em primeira mão o problema de desempenho do colega. Também devem compreender que a substituição do colega é de interesse da equipe, de toda a organização e talvez de interesse do próprio colega.

A equipe sabe quais são os seus elos mais fracos. Em muitas situações, o restante da equipe tem que trabalhar mais para compensar o colega que tem o desempenho fraco. Eles podem fazer de boa vontade (ou talvez inconsciente), mas essas ações poderão afetar negativamente o desempenho de toda a equipe. Nos piores cenários, a equipe volta-se contra o colega que não apresenta um bom desempenho, causando ressentimentos, animosidade e atrito entre os membros da equipe.

Normalmente, os membros das equipes que não têm um bom desempenho também sentem-se desconfortáveis com a situação. Por vezes, o problema de desempenho é recebido por eles com total surpresa, mas na maioria dos casos já estão cientes da situação. Eles podem começar por notar que não cumprem com os prazos ou que seu trabalho “completado” precisa ser freqüentemente refeito. Uma vez seguindo o plano de melhoria do desempenho, tornam-se bastante conscientes do seu desempenho perante as expectativas. Esta situação causa-lhes mais ansiedade e leva-os a uma nova diminuição de desempenho. Esta situação deve ser resolvida o mais rápido possível para o bem do empregado e da organização.

Lembre-se que estabelecer um plano formal de desempenho não é o mesmo que demitir, mas sim uma maneira de evitar situações que possam, essas sim, conduzir a demissão. Um bom plano de desempenho deve expor todo o problema e deve definir precisamente as expectativas. Inclua os seguintes itens no plano de desempenho:

  • Básico. Nome do empregado, nome do gerente, data, organização, etc.

  • Duração do plano. Especifique uma data de início e fim.

  • Expectativas. Especifique as expectativas específicas do gerente, assim como datas intermediárias, se necessário. Por exemplo, se o empregado tem uma série de entregas para completar nos próximos dois meses, coloque isso no plano juntamente com as datas previstas para terminar essas entregas.

  • Comunicação do progresso pelo empregado. Solicite freqüentemente ao empregado relatórios intermediários de progresso, semanal ou quinzenal. Os relatórios devem ser completados e enviados previamente ao gerente.

  • Comunicação do progresso pelo gerente. O gerente também deve comunicar-se freqüentemente com o empregado. Uma das coisas que o gerente deve fazer é dar feedback do progresso do empregado relativo ao plano.

  • Aprovações. Assinatura do empregado, gerente e diretor dos Recursos Humanos para confirmar que o plano foi compreendido e aceito.

O plano entra em vigor após a aprovação do plano. O empregado deve esforçar-se para cumprir com o que foi estabelecido no plano. O gerente deve dar feedback freqüentemente sobre o desempenho do empregado e se o mesmo está atingindo as expectativas. Todo o processo é estabelecido para gerir expectativas. Se o empregado não está cumprindo com as expectativas, o gerente deve continuar a informar isso no feedback que envia por escrito, de modo que posteriormente não haja surpresas.

As situações de desempenho podem evoluir para vários cenários:

  1. O empregado completa com sucesso o plano. Isto significa que o seu desempenho já vai de encontro com às expectativas, mas não significa que excede as mesmas. Se ele conseguir manter o desempenho neste nível, provavelmente não haverá mais problemas. Se o seu desempenho cair novamente, poderá ser necessário a tomada de medidas mais drásticas incluindo a demissão, sem ter o benefício de outro plano de melhoria do desempenho.

  2. O empregado demite-se. Às vezes, quando um empregado depara-se com um plano de desempenho, ele encara a situação como uma sugestão para procurar outro emprego. Como gerente, você deverá estar preparado para esta situação. De fato, esta poderá ser a melhor solução para ambas as partes. O empregado encontra outra oportunidade aonde poderá ter mais sucesso e a empresa irá procurar uma nova pessoa em vez de ter que lidar com um plano de melhoria de desempenho que poderá ou não funcionar.

  3. O empregado falha com o plano. Um plano de melhoria do desempenho é uma tentativa séria para inverter um problema de desempenho inaceitável. Este plano também é a última tentativa para resolver o problema. Quando se estabelece um plano formal de desempenho, devemos também definir datas específicas e deve ficar claro o que poderá acontecer se o plano não for completado com sucesso.

O ponto em que o plano formal de desempenho é criado, é significante. O plano de desempenho deve definir claramente os critérios de sucesso e de fracasso. Uma vez em curso, o gerente está simplesmente a executar um processo que deve ser seguido a rigor de acordo com o plano. Qualquer desvio do empregado poderá resultar no não cumprimento do plano e respectivas conseqüências. Qualquer desvio do gerente pode resultar em ter que revalidar o plano.

 

Gerenciamento de Equipes Virtuais (8.2.3.P18)

A maioria das pessoas trabalha em equipe. Não é nenhuma novidade falar que as equipes mais eficientes são as que trabalham junto.

Contrariando esta idéia preconcebida, surge um fenômeno global que está originando a formação de equipes de uma maneira diferente. A Internet, a comunicação mais rápida e as novas ferramentas de colaboração, estão permitindo a formação de equipes que não se encontram fisicamente no mesmo local. De fato, todo o conceito de “globalização” está a distribuir o trabalho por todo o mundo, com equipes independentes a trabalhar em qualquer lugar e por todos os lados.

Estes grupos são denominados freqüentemente por equipes “virtuais”. São equipes reais e se encaixam na definição clássica de equipe, por trabalharem juntos para alcançar um conjunto de objetivos comuns. Entretanto, são referidas como “Virtuais” principalmente por não interagirem de modo tradicional.

Segue algumas técnicas especiais que podem ser utilizadas no gerenciamento das equipes virtuais.

  • Estabeleça objetivos para a equipe. Os membros da equipe devem saber como e o que devem fazer juntos. Se cada um entender somente o seu papel e o trabalho, então, eles serão apenas colaboradores individuais.

  • Relembre a todos que eles são uma equipe. Se os membros da equipe pensarem que estão trabalhando sozinhos, eles irão atuar de modo independente. Se eles souberem que fazem parte de uma equipe que trabalha para objetivos e entregas comuns, tenderão a sentir-se melhor com o seu trabalho e a ser mais ativos em colaborar com os outros.

  • Estabeleça regras básicas. Embora os membros da equipe sejam virtuais, eles precisam exibir um conjunto de comportamento aceitável. De fato, isso provavelmente é mais importante para as equipes virtuais. Estas regras básicas podem incluir o estabelecimento de um horário de trabalho e as reuniões de participação obrigatória (presenciais, web ou telefone), etc.

  • Procure oportunidades para “socializar”. As equipes que trabalham no mesmo local, têm a oportunidade para socializar ao longo do dia. As equipes virtuais raramente têm essa oportunidade, por isso é importante que o gerente do projeto encontre maneiras para juntar fisicamente de quando em quando essas equipes. Por exemplo, poderá juntar todos fisicamente na reunião de início do projeto.

  • Seja sensível às diferenças culturais. É possível que todas as suas equipes virtuais pensem e atuem da mesma maneira. Entretanto, cada vez mais, as equipes virtuais são constituídas por pessoas de múltiplos países e culturas. Se você é o gerente do projeto de uma equipe deste tipo, tenha consideração com as maneiras diferentes de trabalhar e com o comportamento das pessoas.

  • Comunique-se, comunique-se, comunique-se. O gerente do projeto necessita ser excepcionalmente comunicativo para assegurar que todos os membros da equipe compreendem o que é esperado. As pessoas podem começar a sentir-se isoladas se não receberem informações regularmente. É suficientemente difícil manter todos informados num projeto “normal”. Nos projetos que utilizam as equipes virtuais, as linhas de comunicação têm que ser especialmente ampla e eficiente. O gerente do projeto deve fornecer um fluxo constante de comunicação.

  • Adapte-se aos fusos horários. O gerente do projeto deve reconhecer que o que é conveniente para ele nem sempre é para os outros membros da equipe. Por exemplo, o gerente do projeto pode insistir em iniciar as reuniões com a equipe às 9 horas da manhã. Isso poderá ser conveniente para ele, mas poderá resultar em ressentimentos de outras pessoas que têm que estar presentes remotamente fora do horário normal de trabalho.

  • Seja diligente no gerenciamento da carga de trabalho. O gerente do projeto necessita ser muito preciso na atribuição do trabalho para a  equipe virtual e deve assegurar que o trabalho será completado no prazo.

  • Atribua trabalho de curta duração. Em vez de atribuir uma atividade com a duração de 6 semanas, por exemplo, o gerente do projeto poderá atribuir esse trabalho dividido em 3 atividades com duração de 2 semanas. No primeiro caso, o gerente do projeto não terá a certeza num período de 6 semanas se a atividade foi completada, enquanto que no segundo caso, poderá dizer a cada duas semanas se o trabalho está dentro do prazo.

 

 

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