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TenStep PGP®
(V7.0) |
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Planejamento |
Gerenciamento |
9.2
Gerenciando a Qualidade / Técnicas
Entender as
Características da Qualidade para o seu Projeto
(9.2.P1)
É
difícil definir com precisão a qualidade de um produto ou de um
serviço, pois o termo "Qualidade" é nebuloso e têm um significado
diferente para cada pessoa. Você deve investir tempo para definir as
características para cada serviço específico ou para cada entrega.
Se você deseja assegurar que o serviço ou o produto atenda as
expectativas do cliente em termos de qualidade, você deverá entender
detalhadamente as características da qualidade.
A
tabela abaixo mostra alguns exemplos
das
características específicas da qualidade.
|
Qualidade do Produto
O Produto: |
Qualidade do Serviço
As Pessoas são: |
-
É confiável
-
É fácil de usar
-
É fácil de manter
-
Está disponível quando necessário
-
É flexível para as necessidades futuras
-
Tem bom valor em relação ao investimento
-
É intuitivo/fácil de compreender
-
É seguro
-
É bem documentado
-
Tem o mínimo de defeitos (Não precisa ser perfeito)
-
É responsivo
-
Atende
as necessidades do cliente
|
-
Prestativas
-
Competentes
-
Acessíveis
-
Cortês
-
Boas comunicadoras
-
Sinceras
-
Conhecedoras do cliente
-
Confiáveis
|
Utilize as
Técnicas de Controle da Qualidade para Validar a Qualidade das
Entregas do Projeto
(9.2.P2)
As atividades de controle da qualidade são aquelas que focam na
qualidade da entrega que está sendo produzida. Dependendo do tipo de
projeto, as atividades seguintes são exemplos de atividades
associadas ao controle da qualidade:
-
Revisões das entregas (walk-through),
revisões feitas pelos colegas, revisões de código, etc. Para
melhores informações,
seção
9.1.2.1 Gerenciando a Qualidade / Processo /
Projetos Grandes / Revisões das Entregas
.
Para ver um exemplo, veja a seção
9.2.2
Gerenciando a Qualidade / Técnicas / Atividades de Controle da
Qualidade
.
Reutilização do software aprovado.
Padrões para assegurar a consistência.
Métodos estruturados para assegurar que sejam utilizados
processos padronizados e testados.
Teste completo (unidade, sistema, integração, aceitação). O
teste provavelmente é o aspecto do controle de qualidade mais
utilizado atualmente. Embora haja muitas técnicas para
incorporar a qualidade com maior antecedência, a confiança que
você terá em relação à qualidade provavelmente decorrerão dos
seus testes. Por esse motivo, você não pode descartar os testes.
Os testes são a sua última barreira de segurança para garantir
que a solução que você está entregando atende as expectativas do
cliente. Geralmente, os testes são uma maneira de assegurar que
a solução satisfaça os requisitos e esteja livre de defeitos. No
entanto, os testes também são uma maneira de:
Assegurar que o
produto funcionará perfeitamente nos ambientes para os quais ele
foi projetado.
Certificar-se de
que o produto não falhará dentro do ciclo de vida projetado.
Assegurar-se de que
os resultados produzidos são consistentes e confiáveis.
Assegurar-se de que
os resultados produzidos não irão degradar dentro do ciclo de
vida projetado.
Para maiores informações sobre as atividades de controle da
qualidade, veja a Seção 9.2.2
Gerenciando a Qualidade / Técnicas / Atividades de Controle da
Qualidade
.
Utilize
as Técnicas de Garantia da Qualidade para Validar os
Processo Utilizados na Criação das Entregas do Projeto
(9.2.P3)
Como a garantia da qualidade é associada aos processos utilizados
para criar as entregas, a técnica mais eficiente é uma revisão
formal ou uma auditoria de garantia da qualidade. Em uma revisão da
qualidade, um partido terceirizado faz perguntas sobre os processos
que foram utilizados para criar as entregas. A finalidade desse
processo é para assegurar que os mesmos são adequados. As entregas
em si, não precisam ser revisadas durante essa revisão.
A auditoria da qualidade também deve verificar se os processos
estabelecidos pelo projeto estão realmente sendo seguidos. Por
exemplo, se a equipe tem processos formais para gerenciar as
incidências problemáticas e as mudanças do escopo, a auditoria
verificará as incidências problemáticas e as mudanças do escopo para
constatar se os processos realmente foram seguidos. Isso deverá
incluir uma revisão
dos seguintes documentos:
-
Registro de incidências problemáticas
-
Registro das mudanças do escopo
-
Cronograma
-
Relatórios de andamento (Status) do projeto
-
etc.
Essas revisões deverão
fornecer indicações de o quanto efetiva a equipe do projeto está
sendo em seguir os processos de gerenciamento das incidências
problemáticas e das mudanças do escopo.
Uma outra atividade de
garantia da qualidade é uma espécie de lista de verificação (checklist),
que assegura que foi seguido um processo padronizado para entregar
as entregas. Por exemplo, uma lista de verificação (checklist)
poderá incluir:
-
Datas de entrega
das entregas
-
Datas
de revisões das entregas
-
Validação de que
todos os itens de ação foram concluídos
-
D atas
de aprovação do cliente
etc.
Como a lista de
verificação (checklist) foca no processo e não na entrega em si, ela
é um exemplo de garantia da qualidade.
Para
maiores informações sobre garantia de qualidade, veja a seção
9.2.3 Gerenciando a Qualidade / Técnicas /
Atividades de garantia da qualidade
.
Há um nível de Confidencia nos
Custos e nos Benefícios Relacionados ao Gerenciamento da Qualidade
(9.2.P4)
Um
dos princípios básicos do gerenciamento da qualidade é que os
benefícios agregados a produção de uma solução ou de um produto com
boa qualidade serão muito maior do que os custos associados ao
gerenciamento da qualidade. Para uma explicação sobre os custos
associados ao gerenciamento da qualidade, os benefícios da qualidade
e os custo relacionados a má qualidade, veja a seção
9.2.1 Gerenciando a Qualidade / Técnicas
/ Custos
e Benefícios Relacionados ao Gerenciamento da Qualidade
.
Banhando em Ouro – Entregar Mais do que o Cliente Solicitou
(9.2.P5)
Você deverá sempre esforçar-se para
estabelecer com cuidado as expectativas, e então atender a essas
expectativas. Você provavelmente já deve ter ouvido falar que é
"Melhor prometer menos, e entregar mais". Na verdade, esta frase é
valida somente em termos de gerenciamento da qualidade, se a mesma
se referir a sua capacidade para entregar o produto ou entregar o
serviço mais cedo do que o prometido, ou entregar o serviço por um
custo menor do que o estimado. No entanto, não é um procedimento
correto entregar mais do que foi solicitado pelo cliente, mesmo que
seja em nível de qualidade.
O termo “banhando em ouro” refere-se a
entregar mais do que o cliente solicitou. Embora pareça ser uma
coisa boa, na verdade não é. Isso não é correto por dois motivos.
Primeiro,
o foco principal do projeto deve ser sempre em assegurar de entregar
o que o cliente solicitou – dentro do prazo e do orçamento.
Acrescentar trabalho adicional, aumenta o risco do projeto não
cumprir com o prazo final ou com o orçamento. Se você perder a data
final do projeto, não será convincente explicar para o cliente que o
prazo foi perdido devido ao acréscimo de trabalho não solicitado.
Segundo,
se você adicionar mais trabalho, para entregar mais, você estará
assumindo a responsabilidade de decidir sobre o que será mais
valioso para o cliente. O cliente poderá ter bons motivos pelos
quais as características adicionais não foram incluídas no escopo do
projeto. Na verdade, elas podem ter um valor mínimo no ponto de
vista do cliente. Poderá ser mais valioso para o cliente ter o
produto ou a solução do projeto implementada mais cedo e com menor
custo. A questão é que essa decisão cabe ao cliente e não ao gerente
do projeto.
Se você prometer menos e entregar mais,
isso deverá ser aplicado somente em relação as entregas do projeto
entregar mais cedo ou por um custo menor do que o previsto. Não
devemos englobar a entrega de requisitos que não foram
solicitados. De fato, o cliente poderá solicitar a inclusão de
requisitos adicionais no projeto, porem os novos requisitos deverão
ser processados através de um processo de gerenciamento de mudanças
do escopo. Se você puder entregar o projeto mais cedo ou por um
custo menor, deixe que o cliente tome a decisão sobre o que fazer
com a boa sorte.
Assegure-se de que
o
gerenciamento da qualidade foca nos processos e não nas pessoas
(9.2.P6)
O foco do gerenciamento da qualidade é
em construir processos de forma que toda a equipe do projeto possa
produzir entregas que atendam as expectativas do cliente. Assim, se
alguma entrega apresentar problemas em termos de qualidade, o
gerente e a equipe do projeto deverão focar em como aperfeiçoar os
processos e não em determinar quem é o culpado.
Muitos dos problemas relacionados à
qualidade resultam dos processos inadequados ou insuficientes, e não
por má-fé de uma pessoa em particular. De fato, no mínimo 80% dos
problemas relacionados à qualidade podem ser resolvidos através das
mudanças e de reforços dos processos. Menos de 20% dos problemas
estão sob o controle de um membro da equipe. Além disso, normalmente
os processos que a sua organização utiliza, são determinados pela
gerência. Assim, quando os membros da equipe tiverem problemas
relacionados à qualidade, é importante que a gerencia identifique os
processos envolvidos que estão fracos ou quebrados, e então
repare-os. Essa é uma responsabilidade da gerência e não da equipe
do projeto. Isso não significa que a equipe não possa ser envolvida.
Entretanto estabelecer e forçar os processos do negócio,
primeiramente é uma
responsabilidade da gerência.
Para maiores informações sobre este
assunto, veja a seção abaixo
9.2.P7 - A Qualidade é de Responsabilidade de Todos.
A Qualidade é de Responsabilidade de Todos
(9.2.P7)
O gerente do projeto tem a
responsabilidade pelo processo de gerenciamento da qualidade. Alguns
projetos possuem uma função específica de auditoria da qualidade ou
um especialista em testes. No entanto, ainda assim você tem pessoas
específicas e responsáveis pela qualidade. A qualidade do projeto
não é somente de responsabilidade de uma ou duas pessoas - é de
responsabilidade de todos. Toda a equipe do projeto, incluindo o
cliente, tem interesse em assegurar que o nível da qualidade das
entregas produzidas corresponda as expectativas. Também, todos são
responsáveis por contribuir com idéias para fazer aperfeiçoamentos
dos processos que são utilizados para criar as entregas.
Assegure-se que a Qualidade Seja uma
Mentalidade, e Não um Único Evento
(9.2.P8)
Em alguns projetos, a
qualidade é vista como uma etapa em particular do processo, ou
talvez como uma série de atividades no final do projeto. No entanto,
para que seja efetiva, as pessoas precisam adotar uma mentalidade
contínua sobre a qualidade. Cada membro da equipe do projeto precisa
assumir a propriedade da entrega que ele for produzir e assegurar-se
de que a entrega será produzida com qualidade. Também, os membros da
equipe do projeto não devem ficar na defensiva quando terceiros
revisarem seus trabalhos. Os membros da equipe devem perceber que os
processos de gerenciamento da qualidade permitem a equipe do projeto
produzir entregas com uma mínima quantidade de erros e de
retrabalho.
A
qualidade das entregas de um projeto começa na fase de planejamento
do projeto, mas os plano e os processos da qualidade necessitam ser
executados e monitorados durante todo o projeto. Uma abordagem
multifária sobre a qualidade inclui os seguintes itens.
.
Incorporar a
qualidade dentro da equipe do projeto. (através de treinamento,
comunicação, etc.)
Incorporar a
qualidade dentro de todos os processos de trabalho. (análise,
design, construção, etc.)
Incorporar a
qualidade dentro de todas as entregas de gerenciamento do
projeto.
Incorporar a
qualidade dentro de todas as entregas do projeto.
Identifique e Minimize
o Retrabalho
(9.2.P9)
Teoricamente, se você
tiver um processo rigoroso, em termos de qualidade, não haverá
motivos para discutir sobre o retrabalho. De fato, o retrabalho é o
resultado da ausência de processos rigorosos da qualidade. Mas,
também sejamos práticos. Nenhum projeto pode investir o tempo e o
esforço que seria necessário para garantir que todas as entregas
sejam perfeitas na primeira vez. Mesmo uma empresa que opera a um
nível de "Seis-Sigma" possui uma pequena probabilidade de erro.
Então, vamos supor que
você tenha implantado um bom plano de qualidade. Mesmo assim, você
ainda terá que lidar com o retrabalho. Há algumas
metodologias que focam na criação das entregas sem depender da
qualidade inicial, nesse
caso, o retrabalho poderá fazer parte da natureza do projeto.
Há alguns itens para termos em mente sobre o retrabalho.
-
O processo de retrabalho não é o
mesmo processo que você usa normalmente para coletar feedback
sobre as entregas. Se você criar um documento, por exemplo, e
circulá-lo para coletar feedback, as mudanças não serão
consideradas como retrabalho. Essas mudanças no documento são o
seu processo para assegurar que você tenha um bom documento.
Mas, se você publicar seu documento e após isso descobrir erros
no conteúdo, as mudanças resultantes serão consideradas como
retrabalho.
Embora você possa aceitar o
retrabalho como parte da natureza do projeto, isso não significa
que o gerente e a equipe do projeto não devam se esforçar para
eliminá-lo. O seu objetivo deve ser sempre o de eliminar os
defeitos e o retrabalho através de aperfeiçoamentos contínuos
dos processos.
Se houver retrabalho, concentre-se
em descobri-lo o mais cedo possível no ciclo de vida do projeto.
Lembre-se de que os erros que surgirem na fase de análise, irão
se propagar em erros na fase de design e na fase de construção.
Se você não encontrar os erros até a fase de testes, poderá
haver a necessidade do retrabalho em todas as fases do ciclo de
vida (fases de analise, fases de design, e de construção). Por
outro lado, se você reservar tempo para verificar se há erros na
fase de análise, haverá uma menor chance de propagação de erros
ao longo do projeto.
Você poderá
documentar as informações sobre o retrabalho para determinar a
quantidade de tempo do projeto que foi investido para resolver o
mesmo problema pela segunda vez. Por exemplo, dentro do processo
de teste, você poderá documentar o número de erros que foram
resolvidos. Quando esses erros forem corrigidos, você poderá
descobrir que as mudanças não funcionaram adequadamente, com
isso você terá mais retrabalho. Também, você poderá descobrir
que a resolução de um problema poderá causar erros em outras
áreas e conseqüentemente gerar mais retrabalho. Você poderá
documentar o número de erros resolvidos e o número de erros que
requerem retrabalho. Se a sua equipe estiver cansada e trabalhar
por longo tempo, o retrabalho
tipicamente
irá aumentar.
Se possível, você deverá dirigir o retrabalho para zero.
O retrabalho não é
o mesmo que uma mudança do escopo. O retrabalho é causado por
problemas relativos ao processo de gerenciamento da qualidade. O
retrabalho é necessário para trazer uma entrega para o nível da
qualidade estabelecida no inicio do projeto. A mudança do escopo
refere-se a uma solicitação para modificar um dos requisitos
aprovados anteriormente. O esforço e os custos associados com o
retrabalho precisam ser absorvidos pelo projeto. Já o esforço e
os custos associados a uma mudança do escopo devem ser acordados
e abonados pelo cliente.
Utilize
Técnicas Sólidas para Resolver os Problemas Relativos a Qualidade
(9.2.P10)
Se
você está coletando métricas sobre os processos e as entregas do
seu projeto, você poderá descobrir que não está cumprindo com os
seus compromissos, em termos de qualidade. Há algumas técnicas que
podem ser aplicadas para determinar quais são as causas dos
problemas relacionados a qualidade, e determinar quais das causas
têm a maior prioridade para serem resolvidas. Essas técnicas são as
mesmas técnicas que podem ser aplicadas para qualquer cenário de
solução de problemas. Três técnicas populares são descritas como
parte da metodologia TenStep, são elas:
Para maiores informações sobre estas técnicas
veja a seção
4.2 Gerenciando as Incidências
Problemáticas / Técnicas. Também,
você poderá obter informações adicionais sobre como resolver os
problemas relativos a qualidade na seção
9.1.2 Gerenciando a
Qualidade
/
Processo /
Resolver os Problemas
Relativos a Qualidade
.
Para assegurar-se que um processo
fique sobre controle, utilize
estatísticas de Controle de processos e Gráficos de controle
(9.2.P11)
Quando você investigar as causas dos
defeitos (erros) em um produto, você observará que os defeitos
geralmente caem em duas categorias. O Dr. Edward Deming chamava
estas duas categorias de "Causa Especial" e "Causa Comum".
A categoria chamada de
"Causa Especial" é relativa aos
erros que os usuários do produto podem encontrar e resolver. Estes
incluem defeitos, falta de treinamento, uso inadequado do
equipamento, vandalismo, etc.
A categoria chamada de "Causa
Comum" é relativa aos erros que podem causar grandes variações
na qualidade e incluir problemas sistemáticos que os usuários podem
não estar cientes. Por exemplo, os erros do tipo
"Causa Comum" podem incluir pequenas imperfeições no
equipamento, design inadequado de um produto, desgaste lento do
equipamento, os processos que estão funcionado mas não estão
otimizados, etc. Estes são problemas "comuns", mas são muito
difíceis para os usuários detectarem.
As técnicas de estatísticas de
controle de processos (ECP)
podem ser utilizadas para monitorar, gerenciar,
analisar e melhorar o desempenho dos processos ajudando a eliminar
as causas especiais da variação (os problemas relativos a qualidade
que podem ser detectados com maior facilidade). Para maiores
informação sobre estatísticas de controle de processos e gráficos de
controle, veja a seção
9.2.4 Gerenciando a
Qualidade / Técnicas / Estatísticas de Controle de Processos.
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