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5.3.02.1TS Criar EAP - Técnicas (Estrutura Analítica do Projeto)

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Metodologia TenStep PGP

Atividades do Plano de Trabalho (Workplan)

Plano de Trabalho (Workplan)

(Este conteúdo suplementar faz parte da metodologia TenStep Processo de Gerenciamento de Projetos®)

 

Construir o Plano de Trabalho (Workplan) - Visão Geral (2.0.P1)

O Plano de Trabalho (Workplan) do Projeto é criado juntamente com a Definição do Projeto a partir do Step 1.0 da metodologia TenStep PGP. Isto pode ser obvio, mas o Plano de Trabalho (Workplan) é uma ferramenta vital para assegurar que a equipe de projeto tem conhecimento do que eles necessitam fazer. Pode parecer óbvio, mas o plano de trabalho  é uma ferramenta essencial para garantir que a equipe de projeto saiba o que deve fazer. Muitas pessoas não se sentem a vontade para criar um plano de trabalho. Normalmente isto ocorre porque o projeto não foi bem definido. Como pode ser construído um plano de trabalho decente se o Gerente de Projeto não está absolutamente seguro do que o projeto irá oferecer?

No step 1.0 Definir Tarefas da metodologia TenStep PGP®, você definiu o projeto para assegurar que você tem um acordo com o patrocinador (Sponsor) sobre qual o trabalho deveria ser completado até o final do projeto. Neste step, o gerente do projeto determina como este trabalho vai ser realizado. Abordagens diferentes podem ser aplicadas neste step de acordo com o tamanho do projeto. O plano de Trabalho (Workplan) para projetos pequenos pode ser construído sem muita formalização. Para auxiliá-lo nos projetos, pode-se usar deste pacote de softwares de gerência de projetos como, MS Project, planilhas eletrônicas (Excel), até caneta e folhas de papel.

Há várias técnicas para construir o plano de Trabalho (Workplan). Talvez a melhor alternativa é utilizar um plano de trabalho (Workplan) de projeto similar anterior, para um ponto de partida. Mas, porque os projetos são de naturezas únicas, este pode ser difícil.

A segunda boa alternativa é procurar um template de um plano de trabalho (Workplan) usado anteriormente com características similares. Por exemplo, você tem um projeto para instalar um pacote de software. Apesar de ser a primeira vez que este pacote de software particular vai ser implementado em sua empresa, você pode procurar um template genérico para um projeto de implementação de um pacote de software.

Se você não tiver um template de um plano de trabalho (Workplan) usado anteriormente para usar no ponto de partida, a técnica de EAP (Estrutura Analítica do Projeto) deve ser usada. A EAP é uma técnica para ter uma visão do projeto em um alto nível e subseqüentemente dividir os trabalhos em partes menores até você obter uma visão do trabalho requerido. Toda a equipe envolvida no projeto pode participar deste exercício. Se você não tem informações suficientes para criar um EAP para todas fases do projeto, você pode usar a técnica de Rolling Wave Planning (RWP). Neste caso, você terá que construí um EAP bem definido da primeira fase do projeto e quando esta fase estiver quase completa, você terá informações suficientes para construí um EAP bem definido para a fase seguinte. Então você continuara este processo até o final do projeto.

 

Calculando o Limiar - Visão Geral (2.1.2.P1)

O processo de criação de uma estrutura analítica do projeto (EAP), requer um processo repetitivo de fracionar partes maiores do trabalho em uma série de partes cada vez menores. 

Uma pergunta apropriada é, até que tamanho as atividades devem ser fracionadas. A resposta a essa pergunta é o limiar para o fracionamento do trabalho e não fará sentido fracioná-lo ainda mais. Não há nenhuma regra rígida e fixa para o limiar, mas há algumas diretrizes gerais e então algumas advertências que poderão ser aplicadas.

Geralmente para projetos grandes, qualquer parte do trabalho que for superior a 80 horas de empenho deverá ser fracionada em partes menores. Em outras palavras, não deverá haver nenhuma atividade no cronograma com a duração superior a 80 horas. Contudo, para os projetos de tamanho médio ou pequeno, o limiar poderá ser menor e provavelmente será menor. Se o seu projeto for de tamanho médio, as atividades não deverão ser maiores que 40 horas. Se o projeto for pequeno, fracione as atividades em trabalhos menores que 20 horas. Lembre-se de que o limiar que você estabeleceu é o limite máximo e você poderá fracionar as atividades menores de acordo com as suas necessidades.

Há duas advertências para você ter em mente.

  1. É possível que as atividades que serão trabalhadas em um futuro distante, não possam ser fracionadas o suficiente para atender o limiar, porque poderá haver muitas coisas desconhecidas sobre elas. Se esta incerteza envolver somente algumas atividades, então você poderá deixar o trabalho em um nível superior. Contudo, se for difícil para definir e estimar a maior parte do trabalho futuro, a melhor abordagem será fracioná-lo em um projeto separado, fora do escopo que já está atualmente sendo planejado. Por exemplo, poderá ser difícil planejar e estimar o trabalho das fases de construção e de testes de um projeto sem primeiramente definir as exigências do negócio. Nesse caso, a melhor abordagem é definir um projeto inicial para reunir as exigências do negócio, como um segundo projeto de acompanhamento para projetar, construir e testar a solução. Com base nos resultados do primeiro projeto, o segundo projeto poderá ser esboçado e estimado com maior precisão.

Dito isso, se você não tiver a opção de múltiplos projetos, este trabalho futuro poderá ser deixado em um nível mais alto do que o limiar. O risco é que, quando este trabalho se aproximar, as estimativas terão uma margem de erro maior e você terá que lidar com as conseqüências de exceder o prazo final e o orçamento do seu projeto. A reserva de contingência para as estimativas pode ser aumentada para gerenciar as incertezas do trabalho futuro.

  1. Uma das razões para fracionar atividades em partes menores é para saber claramente o que deve ser feito. Se uma atividade for bastante óbvia para a pessoa que for designada, então essa atividade não necessitará ser fracionada além do limiar. Por outro lado, se o trabalho não for bem conhecido pela pessoa designada, então o trabalho poderá ser fracionado além do limiar para fornecer maior clareza a essa pessoa. Por exemplo, se uma atividade que foi calculada para ser concluída em 70 horas nunca foi executada antes, a mesma poderá necessitar ser fracionada em uma série de atividades menores para garantir que as pessoas designadas saibam exatamente o que deve ser feito.

Estes dois fatores - a habilidade para gerenciar eficazmente o trabalho e a habilidade para entender o trabalho requerido - devem dirigir sua decisão sobre o quão pequeno as atividades deve ser.

 

Atividades Sumárias (2.1.6.P2)

Se você observar as atividades da EAP e determinar que uma delas necessita ser fracionada em um nível mais baixo, a atividade original se torna conhecida como um nível "sumário". Uma atividade sumária não tem trabalho ou horas associadas especificamente a ela.  Uma atividade sumária somente representa um enrolar lógico das atividades que estão abaixo dela. Quando você construir o plano de trabalho (Workplan), você necessitará somente incluir as atividades detalhadas e não as atividades sumárias. Entretanto, para que seja claro e legível, freqüentemente também faz sentido incluir estas atividades sumárias no plano de trabalho (workplan). Se uma atividade sumária incluir a construção e a conclusão de um deliverable principal, esta atividade sumária poderá também representar um marco (milestone).

Como você decidiu fracionar uma atividade sumária em tarefas menores, não faz sentido ter somente uma tarefa detalhada abaixo da atividade sumária. Se você tiver este caso em sua EAP, você deve:

  • Fracionar a atividade detalhada em duas ou mais tarefas menores, ou

  • Livrar-se da tarefa detalhada e associar o trabalho a atividade sumária – que agora se transforma em uma tarefa detalhada.

Uma outra regra para as atividades sumárias é que uma vez que as atividades detalhadas forem concluídas, todo o trabalho representado pela atividade sumária também deve ser terminado. Se houver exigências de mais trabalho, as atividades adicionais devem ser acrescidas abaixo da atividade sumária.

 

Utilize a abordagem antiga – blocos de papeis adesivos amarelo (Post-its™) (2.1.6.P3)

É espantoso o número de pessoas que utilizam blocos de papeis adesivo amarelo (post-its™) e uma parede branca para criar o primeiro esboço da estrutura analítica do projeto (EAP). Esta técnica é muito fácil. Você inicia reunindo as pessoas apropriadas em uma sala.  Estas pessoas são os integrantes da equipe do projeto e os clientes que têm conhecimento da construção de uma EAP. Tipicamente você inicia escrevendo os nomes dos deliverables principais na folha adesiva amarela (um deliverable por folha) e certifica-se que os participantes concordam. Se algum dos deliverables principais for muito grande, você poderá criar novas folhas adesivas amarelas que descrevam as atividades ou pacotes de trabalho que são necessários para criar o deliverable principal. Estas atividades ou pacotes de trabalho são colocados abaixo do deliverable principal. Se as atividades ou pacotes de trabalho também forem grandes, você deverá continuar o processo de decomposição até que as atividades ou pacotes de trabalho estejam em um nível que você possa compreender o que é necessário para construí-los. Em geral, dois níveis devem ser suficientes.

A seguir, descreva as atividades que devem ocorrer para completar cada deliverable. Cada atividade deve aparecer em uma folha adesiva separada. Estas são novamente organizadas abaixo do deliverable correspondente. Se você souber em que ordem as atividades deverão ser concluídas, você poderá organizar as folhas adesivas em seqüência. Contudo, isto não é importante neste momento, o importante é identificar todo o trabalho.

Observe as atividades de cada deliverable e estime o trabalho associado. Se o esforço associado a uma atividade for maior do que seu critério de limiar estabelecido no passo 5.3.02.1TS Calculando o Limiar, fracione esta atividade em atividades menores. Cada uma destas novas atividades é representada  através de uma nova folha adesiva abaixo da atividade original, e passa a ser uma atividade sumaria. Continue com este processo até que o trabalho requerido para concluir todos os deliverables esteja definido. Os deliverables poderão não ter a mesma quantidade de níveis de atividades. Alguns dos deliverables simples podem atender os critérios de limiar em um ou dois níveis. Outros podem necessitar de três ou quatro níveis. (para maiores detalhes sobre os critérios de limiar veja 5.3.02.1TS Calculando o Limiar)

A vantagem desta abordagem é que a sua equipe pode visualizar o trabalho, e pode ajudar a garantir a identificação de todo trabalho para concluir o projeto. As folhas adesivas amarelas possibilitam que você movimente facilmente as coisas. Se você acrescentar uma atividade e então decidir removê-la, você simplesmente remove a folha amarela. Da mesma forma, se um deliverable ou um grupo de atividades estiver no lugar errado, você simplesmente movimenta as folhas adesivas para onde elas devem estar.

Quando você tiver feito tudo isso, você poderá inserir as atividades sumárias e as detalhadas em sua ferramenta de gerenciamento de Projetos. (por exemplo, MSProject, RiskyProject, cOrdin8, etc.)

 

Uma Abordagem Comum é para Identificar as Entregas do Primeiro e do Segundo Nível, e então identificar as atividades para os níveis subseqüentes. (2.1.6.P4)

Às vezes as pessoas têm dificuldades para iniciar uma EAP (Estrutura Analítica do Projeto), porque não estão seguras do que colocar no topo, e não sabem como fracionar o trabalho a partir daí. Embora exista muitas maneiras de iniciar uma EAP, no final das contas você quer focalizar nas entregas. Supomos que o nível superior é o projeto em geral (nível 0), o nível seguinte terá que descrever as entregas principais. Depois que as entregas forem descritas, as atividades necessárias para construir as entregas podem ser definidas. O cronograma do projeto é composto por atividades, mas estas devem ser desenvolvidas num contexto para completar as entregas.

Existe várias opções para definir uma EAP no nível 1 (abaixo do topo nível 0).

  • Pode fazer sentido colocar as entregas principais do projeto diretamente no nível 1, e se necessário, fracioná-las em componentes menores no nível seguinte.

  • Uma outra opção para o nível 1, é descrever as organizações que serão envolvidas, como departamento de vendas, marketing, TI, etc. O nível seguinte deve descrever as entregas que cada organização produzirá.

  • Uma terceira opção é observar o nível 1 em termos do ciclo de vida do projeto. Por exemplo, análise, design, construção e testes. Outra vez, se esta for a melhor maneira para observar o nível 1, então, o nível 2 deverá descrever as entregas produzidas em cada estágio do ciclo de vida.

Você percebeu que o nível superior (nível 1) pode iniciar com entregas ou com uma outra maneira de agrupar logicamente as partes principais do projeto. Contudo, se você escolher uma outra maneira para organizar seu pensamento sobre o projeto, você deverá passar imediatamente para as entregas, e depois para as atividades necessárias para construir as entregas.

Para maiores informações, veja 5.3.01.1TS Exemplos da EAP.

 

Utilize esta Técnicas Adicionais para Fracionar as Atividades Sumários (2.1.5.P5)

Quando uma equipe ta criando uma EAP, normalmente ocorrem algumas duvidas sobre até que nível a estrutura analítica do projeto deve ser fracionada. Por exemplo, quando devemos parar de decompor o trabalho? Quando uma atividade já foi suficientemente fragmentada? Parte da resposta a estas perguntas, seria utilizar um critério de limiar para estimar as atividades, como descrito na seção  5.3.02.1TS Calculando o Limiar. Outros pontos a considerar são:

  • A atividade deve conter as sub-atividades que são relacionadas e contínuas. Por exemplo, se você tiver uma atividade chamada “Criar a Estratégia de Testes e Treinamento”, esta atividade provavelmente deverá ser fragmentada cada vez mais, pois as Estratégias de Teste e de Treinamento não são necessariamente relacionadas, e não são necessariamente contínuas.

  • A atividade deve ser completada por uma pessoa ou por um grupo de pessoas. Se você tiver uma atividade que exija pessoas diferentes para completar as sub-atividades diferentes, então esta atividade deverá ser ainda mais fragmentada em sub-atividades de maneira que uma pessoa ou um grupo de pessoas possa completar toda a atividade e as sub-atividades associadas.

  • A atividade deve ser totalmente entendida pelo Gerente do Projeto e pela(s) pessoa(s) que for(em) designada(s) para criar a EAP. Se você tiver uma atividade que não foi compreendida pelas pessoas encarregadas, então ela deverá ser fragmentada ainda mais em sub-atividades para fornecer mais clareza.

  • Em geral, o trabalho deve ser fragmentado até um nível que possibilite o controle do Gerente do Projeto. Teoricamente, a EAP poderia ser fragmentada até que cada atividade fosse de uma ou duas horas. Obviamente, isto não faz sentido. O membro da equipe designado a esta atividade não necessita do trabalho detalhado a este nível e o gerente do projeto não necessita gerenciar o trabalho a este nível.

 

Não torne a EAP demasiada alta (2.1.6.P6)

Se você estiver visualizando uma estrutura da EAP sendo construída com as páginas adesivas na parede, é importante que você não deixe o número dos níveis ficar alto em demasiado. Dependendo de sua abordagem para criar a EAP, pode ser que você leve de um a três níveis para que as entregas sejam definidas. A regra comum é que o nível das atividades não deve passar de cinco. Os projetos menores não necessitam  mais que dois ou três níveis de atividades para cada entrega. Se você tiver um projeto muito grande, os níveis podem ser maiores. Entretanto, há um ponto onde os detalhes se tornam demasiadamente complexo para serem gerenciados. Se você achar que está definindo cinco ou mais níveis de  atividades, pare e avalie o que você está fazendo. Primeiramente, você pode estar definindo o trabalho em um nível demasiadamente baixo. Segundo, você pode ter definido sua entrega em demasiado. Neste caso, veja se uma entrega grande pode ser fracionada em partes menores e integrada. O trabalho associado com as entregas menores não deve exigir tantos níveis.

 

Dicionário de Estrutura Analítica do Projeto (EAP) (2.1.6.P8)

Se a EAP for muito grande, pode fazer sentido posicionar todas as informações importantes dentro de um dicionário de dados. O Dicionário ajudara a controlar todas as atividades sumárias e detalhadas, como, fornecer uma curta descrição, um numero de identificação (1.1, 1.1.1, 1.1.2, etc.) e uma estimativa de esforço para cada atividade. Normalmente, o dicionário não é necessário, mas se a sua EAP tiver centenas (ou milhares) de atividades detalhadas, pode haver muito para controlar manualmente. Quando a informação da EAP for introduzida numa ferramenta, a ferramenta poderá ajudar a manter as mudanças sobre o trabalho para que você saiba como as mudanças afetarão a EAP e o cronograma. Possuir a EAP dentro de uma ferramenta facilita a informação para re-usar em futuros projetos.

 

Trabalhe na Definição do Projeto e no Workplan Simultaneamente (1.2.P1)

Não há necessariamente uma ordem seqüencial entre a definição do trabalho e a criação do workplan. Isto é, você não necessita definir completamente o trabalho para então criar o workplan. Observe que algumas das seções da Definição do Projeto, por exemplo, não podem ser concluídas sem que se inicie a delinear o projeto do workplan como um todo. Ao mesmo tempo, você não pode terminar o workplan sem obter acordo sobre a Definição do Projeto. Por exemplo, você não pode criar o workplan sem obter um acordo de alto nível sobre os deliverables e o escopo. Definir o projeto envolve também descrever uma abordagem total do projeto, a qual ajuda para o conhecimento antes que o workplan possa ser concluído.

Até certo ponto, definir o trabalho e criar o workplan deve ser feito simultaneamente. Os dois deliverables principais, a Definição do Projeto e o Workplan do projeto, também devem ser desenvolvidos em paralelo. Você perceberá que, enquanto coleta informações acerca do escopo e dos deliverables, você pode começar a delinear um workplan de alto nível. Na medida em que você coleta mais informações sobre o trabalho, você poderá obter mais detalhes sobre o workplan. Quando os deliverables, escopo, as suposições e a abordagem estiverem completos, você deverá ter informações suficientes para ser capaz de completar um workplan de alto nível. Você pode então usar o workplan de alto nível para estimar o orçamento, a mão de obra (esforço) e a duração - os quais, por sua vez, são utilizados para completar a Definição do Projeto.

 

Fracionar Projetos Grandes em Partes Menores (1.2.P2)

Para a maioria, os bons tempos dos projetos de cem milhões de dólares acabaram. Os projetos realmente grandes, são muito difíceis de gerenciar e executar com sucesso. Há uma série de problemas relacionados ao tamanho:

  • O trabalho torna-se menos claro quanto mais distante for o seu futuro. Os projetos grandes quase sempre são projetos longos e isso os torna muito difíceis de serem planejados com sucesso.

  • Uma vez que o trabalho futuro é menos claro, mais difícil será fazer as estimativas exatas para o esforço, a duração e o custo.

  • As condições do negócio e das técnicas mudam ao longo do tempo, tornando suposições de planejamento futuras muito incertas. A certeza do negócio e das técnicas de hoje podem mudar dramaticamente ao longo do tempo.

  •  Você se arrisca a perder o apoio da organização se houver um longo atraso antes da entrega de resultados tangíveis. É muito difícil manter o entusiasmo organizacional e o apoio durante longos períodos de tempo.

  • É muito difícil predizer os requerimentos e disponibilidade de recursos para um futuro distante. Novamente, isto se inicia na dificuldade de fazer estimativas exatas na medida em que você avança no futuro.

Em geral, trabalhos muito grandes são muito difíceis e complexos de gerenciar como um único projeto. A melhor técnica consiste em fracionar o trabalho em pedaços mais gerenciáveis, considerando cada um como um projeto em si, com sua própria definição de projeto e workplan.

Por exemplo, um longo esforço de desenvolvimento de TI pode ser fracionado em projetos seqüenciais separados com base no ciclo de vida. Um projeto é ajustado para o trabalho de análise. Próximo ao término deste projeto, um segundo projeto é estabelecido, baseado no que você já sabe, para fazer o trabalho de design. Então um projeto de construção / teste é iniciado e finalmente, um projeto para implementação. Outras iniciativas grandes podem ser fracionadas em projetos menores que podem ser executados em paralelo. Algumas iniciativas grandes podem ter uma combinação de projetos menores - alguns dos quais devem ser feitos seqüencialmente e outros que podem ser feitos em paralelo. Cada equipe trabalhará para terminar seu projeto menor, mas todo o trabalho será coordenado de modo a que todo o esforço seja bem sucedido.

 

Estabelecer um Programa para Coordenar um Conjunto de Projetos Relacionados (1.2.P3)

Se você fracionar um trabalho grande em um número de projetos relacionados, ainda há uma necessidade de manter um gerenciamento e uma coordenação gerais. Esta é a finalidade de estabelecer 'um programa'. Um programa é a estrutura “Guarda-chuva” estabelecido para gerenciar uma série de projetos relacionados. Cada projeto possui um gerente de projeto em tempo integral ou part-time. O programa é liderado por um gerente de programa. O programa não produz nenhum deliverable de projeto por si mesmo. As equipes de projeto produzem todos. A finalidade do programa é:

  • Fornecer a direção, a orientação e a liderança geral para os projetos.

  • Certificar-se de que os projetos relacionados estão se comunicando eficazmente.

  • Fornecer um ponto central de contato e um foco para o cliente e para as equipes de projeto.

  • Determinar como projetos individuais devem ser definidos para assegurar que todo o trabalho seja concluído com sucesso.

O Cliente Pode Não Saber o Suficiente para Definir o Projeto por Completo (1.2.P4)

Às vezes, colocamos uma expectativa demasiado elevada na quantidade de previsão e de visão que os clientes têm. Em muitos casos, o gerente de projeto irá ao cliente procurando por respostas para ajudar a definir o projeto, e o cliente não terá toda a informação necessária. Isto acontece a toda a hora, e não significa que o cliente não saiba o que está fazendo. Em muitos casos, especialmente em projetos grandes, o cliente tem uma visão de como serão os resultados finais, mas ainda não pode articular esta visão em deliverables concretos. Pode também não saber todas as respostas quanto ao escopo , riscos, organização do projeto, etc.

Por ter uma informação menos completa, o gerente de projeto pode sentir a necessidade de adivinhar detalhes. Esta não é uma boa solução. É melhor indicar de antemão tudo que você sabe, assim como tudo que você não sabe. Se você for solicitado a apresentar estimativas de trabalho, custos e de duração, você precisará fornecer uma gama alta e baixa com base nas incertezas restantes.

Uma outra alternativa é simplesmente fracionar o trabalho em uma série de projetos menores (como descrito acima). Mesmo que os resultados finais não possam ser claramente definidos, deve haver alguma quantidade de trabalho que esteja bem definida e que, por sua vez, irá conduzir à informação necessária para a solução final. Você deve definir um projeto que abranja somente aquilo que você pode confortavelmente ver hoje. Então defina e planeje os projetos subseqüentes para abrangerem o trabalho restante na medida em que mais detalhes forem conhecidos.  Por exemplo, você pode criar um projeto para coletar as exigências do negocio, e então usar os resultados deste projeto para definir o segundo projeto para construir os deliverables finais.

Se não for permitido que você fracione o projeto em partes menores, você deve ao menos saber o suficiente para poder planejar o trabalho para os primeiros 90 dias. Nesta terceira abordagem, você planeja o trabalho em curto prazo mais detalhadamente, e deixa o trabalho de longo prazo indefinido. A cada mês você deve redefinir e planejar o trabalho restante. Na medida em que você descobrir mais e mais informações, você poderá planejar o trabalho restante em um nível mais detalhado. Na medida em que for descoberto mais detalhes, você pode redefinir as suas estimativas e trabalhar junto com o patrocinador para assegurar que o projeto poderá prosseguir.

 

A Relação entre a Definição e o Planejamento do Trabalho (2.0.P2)

Você vai notar que no processo TenStep existem as step 1 de definir e step 2 planejar. Isto não significa que você precisa seguir uma ordem seqüencial de processos. Muitas vezes você vai se encontrar na situação de não poder completar a Definição do Projeto antes de começar a construir o plano de trabalho (Workplan). Em muitos casos, estes dois tipos de deliverables (resultados esperados), precisam ser desenvolvidos paralelamente. Assim que você começar a coletar informações sobre Escopo e Deliverables, você necessitara para começar para leiautar uma linha-de-tempo para obter informações de duração ou tempo, e empenho. Quando você obtiver mais informações sobre a definição do projeto, você adicionara mais detalhes em seu plano de trabalho (Workplan). Também, quando os deliverables, o escopo, as suposições e a abordagem estiverem completas, você devera ter informações suficientes em seu plano de trabalho (Workplan) para estimar o capital (orçamento), o empenho, e o tempo necessário para então completar a Definição do Projeto.

 

Utilize Planos de Trabalho (Workplans) Anteriores e Semelhantes e Também Modelos de Planos de Trabalho (Workplans)  Pré-Criados (2.2.P1)

Você pode sempre utilizar a técnica de Estrutura Analítica do Projeto (EAP) para criar um Plano de Trabalho, a partir do nada. Mas, a EAP não é sempre a maneira mais eficiente para criar um plano de trabalho (Workplan). A melhor maneira para construir um plano de trabalho (Workplan) é utilizar novamente aquilo que foi previamente criado. Por exemplo, se um projeto semelhante ao seu já foi concluído no passado, inicie utilizando aquele plano de trabalho (Workplan) como base e modifique-o conforme as suas necessidades. Isto economizará todo o esforço associado com o 'descobrimento' de como o trabalho deverá ser esboçado. Isto é especialmente válido se o Gerente de Projeto anterior manteve seu plano de trabalho (Workplan) atualizado. Então você terá o plano de trabalho (Workplan)  atual que foi utilizado para executar um trabalho semelhante.

Se você não tiver um plano de trabalho (Workplan) anterior de um projeto similar, investigue se há na sua empresa, modelos pré-criados de planos de trabalho (Workplans) para projetos com determinadas características. Por exemplo, a sua empresa pode ter modelos (templates) pré-criados para implantar um pacote de software, ou desenvolver uma aplicação de software, etc. Neste caso, veja se a abordagem que você está utilizando em seu projeto combina com algum destes templates. Se a reposta for positiva, o template  poderá ser utilizado como um ponto de partida. Depois de determinar qual o template combina, você deverá avaliar as atividades do template e determinar quais são aplicáveis ao seu projeto. As atividades aplicáveis devem permanecer no seu plano de trabalho (Workplan) e as atividades que não forem necessários serão descartadas.

 

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