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ARTIGO ESPECIAL TenStep - We Help You Raise the Bar!™
O GERENCIAMENTO DE RISCOS EMPRESARIAIS Orientador Lysio Séllos, Engenheiro Civil, D.Sc.
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Introdução A história recente tem registrado inúmeros casos de insucesso onde grandes instituições mundiais perderam bilhões de dólares em geral associados à falta de controles efetivos dos riscos envolvidos com seus investimentos e o respectivo impacto nas demonstrações financeiras quando da materialização destes riscos. Segundo, Marcelo Alcântara, sócio da área de Gestão de Riscos Empresariais da Deloitte, “a preocupação com a gestão de riscos já está incorporada nas grandes empresas de todo o mundo e ruma para a consolidação também no cenário empresarial brasileiro. A busca de estabelecer políticas e estruturas formais de prevenção e |
The Complete Risk Management Package
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gerenciamento de situações potencialmente perigosas ao negócio de uma empresa tem se intensificado como resultado de dois fatores principais: a recente onda de regulamentações pró-governança corporativa, que vem requerendo um controle formal das práticas de negócios, e uma disposição clara das organizações em se apresentarem ao mercado como financeiramente sustentáveis em longo prazo. As companhias que gerenciam mal seus riscos lançam-se imediatamente e paradoxalmente a uma situação de risco inerente, à medida que investidores, analistas e reguladores de mercado estão mantendo um olhar atento, como nunca visto antes, nas práticas corporativas. E as conseqüências de um eventual fracasso nunca foram tão grandes”. O gerenciamento de risco nas organizações refere-se à atividade gerencial de monitoramento da exposição ao risco que pode afetar os resultados financeiros da empresa e, consequentemente, o preço da ação.
Gerenciamento de riscos Os projetos estão sujeitos a um conjunto muito grande de perturbações provenientes do mercado, das políticas governamentais e organizacionais e de toda natureza. Estas perturbações podem ser classificadas como incertezas ou riscos. Segundo Menezes (2003), “o que diferencia um risco de uma incerteza é o conhecimento – ou possibilidade de estimativa – de sua probabilidade de ocorrência. Quando essa é desconhecida ou difícil de ser estimada, estaremos diante de uma incerteza. Quando ela for conhecida – ou pudermos estimá-la com uma confiabilidade aceitável –, podemos dizer que estamos frente a um risco do projeto”. Para Verzuh (2000), “o gerenciamento dos riscos é um meio pelo qual a incerteza é sistematicamente gerenciada para aumentar a probabilidade de cumprir os objetivos do projeto”. O risco está relacionado à escolha, não ao acaso, pois decorre da incerteza inerente ao conjunto de possíveis conseqüências (ganhos e perdas) que resultam de decisões tomadas diariamente pela organização. O gerenciamento do risco é um mecanismo que produz a estabilidade organizacional através da identificação, priorização, mitigação e mensuração da implicação de cada decisão. Gestão de Riscos Empresariais O gerenciamento de risco nas organizações refere-se à atividade gerencial de monitoramento da exposição ao risco que pode afetar os resultados financeiros da empresa e, consequentemente, o preço da ação. Todas as organizações enfrentam incertezas, e o desafio da gerência é determinar o quanto aceitar de incerteza na busca do aumento do valor para seus Stakeholders. As incertezas apresentam tanto risco quanto oportunidade, com o potencial para destruir ou criar valor. O gerenciamento de riscos empresariais permite à gerência lidar efetivamente com a incerteza e com os riscos e oportunidades associados, aumentando a capacidade de construir valor. O gerenciamento de riscos empresariais engloba:
Tipos de Risco Diante das novas tendências, o gerenciamento de riscos corporativo deve cobrir, necessariamente, as quatro dimensões básicas de qualquer empresa: Risco de Mercado, Risco de Crédito, Risco Operacional e Risco Legal.
Gestão de Riscos, Governança Corporativa e Lei Sarbanes Oxley A Lei Sarbanes-Oxley (2002-“SOX”) fez com que as práticas de boa governança corporativa se transformassem em lei, enfatizando o papel fundamental dos controles internos. A gestão de riscos pode ser entendida num contexto mais amplo, que envolve o processo contínuo de aprimoramento dos controles internos. A gestão de riscos como fruto do atendimento à SOX, deve ser entendida como uma oportunidade de criação de valor para o acionista. Governança Corporativa Governança corporativa é o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre acionistas, conselho, diretoria e auditoria. Descreve o processo de tomada de decisão e de implementação ou não implementação das decisões tomadas. As instituições públicas conduzem os negócios públicos, administram recursos públicos e buscam garantir a realização dos direitos humanos. Além disso, no caso de Tecnologia da Informação, condiz também com o relacionamento entre a área de TI e o restante da organização. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade. A expressão é designada para abranger os assuntos relativos ao poder de controle e direção de uma empresa, bem como as diferentes formas e esferas de seu exercício e os diversos interesses que, de alguma forma, estão ligados à vida das sociedades comerciais. Governança corporativa é valor, apesar de, por si só, não criá-lo. Isto somente ocorre quando ao lado de uma boa governança temos também um negócio de qualidade, lucrativo e bem administrado. Neste caso, a boa governança permitirá uma administração ainda melhor, em benefício de todos os acionistas e daqueles que lidam com a empresa. Principais características da boa governança
Lei Sarbanes-Oxley A Lei Sarbanes-Oxley, editada em 30/06/2002, promoveu uma ampla reforma nos relatórios financeiros e de governança corporativa das companhias americanas e também dos emissores estrangeiros. Nela foram exigidos controles e procedimentos que intensificam e aumentam a responsabilidade dos executivos das empresas listadas no mercado de capitais americano, regulamentado pela Securities and Exchange Commission - SEC, instituição equivalente à Comissão de Valores Mobiliários - CVM, do Brasil. A Lei foi criada pelo Congresso americano para aumentar o controle sobre as empresas que operam em seu mercado de capitais e reduzir a possibilidade de ocorrência de escândalos bilionários. Seu objetivo é o de proteger os investidores por meio do aprimoramento da precisão e da confiabilidade das informações divulgadas pelas companhias, obrigando as empresas a adotarem padrões mais rigorosos em seus controles internos e alterando atribuições e responsabilidades dos administradores. As empresas listadas na SEC estão documentando os seus controles internos fundamentadas na estrutura recomendada pelo Commitee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission – COSO, comitê composto por reconhecidas entidades das áreas de Contabilidade e Auditoria nos Estados Unidos. Embora existam outras estruturas de controle interno, espera-se que a do COSO torne-se o modelo prevalecente para o atendimento da Seção 404, por ter sido adotado pela grande maioria daquelas empresas. No Brasil, todas as empresas brasileiras (cerca de 40) e subsidiárias de empresas estrangeiras listadas na SEC estão sujeitas ao atendimento à Lei Sarbanes Oxley. A Lei privilegia o controle interno e as formas mais adequadas de divulgação e emissão de relatórios financeiros, aumentando a transparência no mundo corporativo e contribuindo para o aumento da confiança nesse setor. Em função da obrigatoriedade da emissão e divulgação desses relatórios, o cumprimento da lei implica numa série de procedimentos Entre eles estão os procedimentos referentes às seções inicialmente em vigor da legislação:
Um dos principais objetivos da SOX é assegurar a confiabilidade dos relatórios financeiros através de um processo eficiente de transmissão e integração da informação pela companhia.
Conclusão O mundo em que vivemos está em constante mutação. Quando utilizamos a palavra risco, ela concentra tanto os efeitos das mudanças quanto nossa incapacidade de poder prever as respectivas mudanças. Quanto mais conseguimos entender a dinâmica dos riscos, suas conseqüências e impactos e também as causas de sua concretização, menos estaremos expostos. Muitos riscos são inerentes aos negócios, portanto a seleção de quais riscos a empresa deve tratar reside a competência do gestor de riscos. Adventos como a globalização da economia e a expansão das comunicações alteraram, como era de esperar, a forma como as empresas são geridas. A necessidade de sobrevivência levou as organizações a buscarem alianças estratégicas e parcerias. A expansão geográfica reforçou a importância de processos eficientes de comunicação. Além disso, bom desempenho financeiro e transparência administrativa são pontos observados cada vez mais por investidores que desejam aplicar, na impossibilidade de um retorno de investimento garantido, com o menor risco possível. O que se observa atualmente é que não basta mais às empresas exercerem a boa governança. Agora, e cada vez mais, a boa governança corporativa precisa ser exercida, apresentada, comprovada e aprovada. Apesar de sua abrangência restrita, a SOX passou no entanto a ser referência para todas as grandes empresas que hoje já demonstram preocupação com a aderência aos padrões de governança. No Brasil, o tema da governança corporativa avança, forçado inclusive pela crescente pressão do mercado. Praticar a governança corporativa significa muito mais do que trabalhar a imagem externa das organizações. As empresas que adotam como linhas mestras a transparência, a prestação de contas e a eqüidade são capazes de atrair não só os acionistas, mas também, consumidores e fornecedores. Conseguem também formar um quadro de pessoal de maior qualidade, atraindo, desenvolvendo e retendo talentos. ____________________________________________________________________________ Referência BARBOSA, Gustavo Tardin. Cuidando de uma trajetória segura. In: Duarte Jr., Antonio M.; Varga, Gyorgy. (Org.). Gestão de riscos no Brasil. Rio de Janeiro: Financial Consultoria, 2003. Deloitte Touche Tohmatsu - COSO. Enterprise Risk Management – Conceptual Framework. La Rocque, E. and Lowenkron, A. (2004). Gestão de Riscos de Mercado e Governança Corporativa em Corporações. Artigo Técnico Risk Control. MENEZES, Luis César de Moura (2003) – Gestão de Projetos. 2ª edição. São Paulo. Sarbanes Oxley Act of 2002. VERZUH, ERIC (2000) – MBA compacto: gestão de projetos. 8° Edição. Rio de Janeiro. http://www.coso.org http://www.decisionreport.com.br. Acessado em 09/10/2006 http://www.ibgc.org.br. Acessado em 06/07/2007 ______________________________________________________________________ Copyright© 2007 Juliana Maria Martins Bezerra ______________________________________________________________________ Se você também deseja participar desta seção, envie e-mail para artigos@tenstep.com.br
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