Resumo
Este
artigo visa analisar as possíveis relações entre as ocorrências de
situações de vida, em metas pessoais projetadas e, a possibilidade de
ferramentas de gerenciamento de projetos, estabelecidas pelo Guia PMBoK
2004, serem eficazes no tratamento de riscos e apoio à decisões de
mudanças que este projeto pode exigir, bem como propor técnicas para
identificar e gerir tais processos.
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As dificuldades e resistências
nas mudanças
“O mundo odeia mudanças. No entanto, é a única coisa que tem trazido
progresso.”
Charles Franklin Kettering
(1876-1958) – Inventor americano e co-fundador da Delco Eletronics.
Partiremos do princípio, que já se tem um Projeto de Vida e
se sabe qual são as metas (marcos) deste projeto, como também, já se tem um
Plano de Ação para alcançá-las.
Como as ferramentas de gerenciamento de projetos poderão
ajudar a planejar, executar, controlar e, finalmente efetivar uma ou mais
mudanças neste “Projeto de Vida”?
Quantos, diante da tentativa de transformar qualquer aspecto, não sentem
grande dificuldade em mover-se na direção da mudança pretendida? Por que da
dificuldade em romper com a inércia e assim, partir para o movimento? Mudar
significa ocupar outro espaço, deslocar-se de uma situação para outra, de um
estado atual para um estado desejado.
Este movimento exige liberdade de trânsito e, em oposição a isso, a grande
dificuldade nestes momentos, é proporcional ao medo da perda, o medo de
“deixar para trás”.
Embora o desejo de mudança seja forte, as circunstâncias onde mais
facilmente se pode detectar o medo de perdas, são aquelas que envolvem perda
material, perda de apoio afetivo, perda de segurança social e outros tipos
de perdas.
Aprisionadas pelo medo de tantas possibilidades de perdas, a maioria das
pessoas prefere se manter inerte, ao invés de “correr riscos” para
transformar em ganhos, as questões que geram a necessidade de mudar. Um
indivíduo para gerar mudança precisa agir, e, esta ação advém de um
comportamento, das capacidades pessoais para lidar com as situações. É
também baseada em crenças e valores que formam sua identidade e o norteam
neste mundo; além disso, o conecta com a consciência do “algo maior”.
O que vivemos hoje é fruto de escolhas que fizemos no passado e, por isso,
para mudarmos, temos que assumir que erramos ou, ao menos, que a opção que
fizemos não nos interessa mais. Na maioria dos casos, é preciso transformar
primeiro a si próprio para conseguir efetivar uma mudança desejada.
Uma mudança realmente não é simples e fácil de se fazer. Vale lembrar: “Não
é possível fazer omeletes sem antes quebrar os ovos!”.
As
necessidades de mudança
“Preciso
‘fazer algo’ resolverá mais problemas do que ‘algo precisa ser feito’.”
Glenn Van Ekeren
Você está conseguindo o que quer na vida?
Muitas pessoas desejam atingir os mesmos objetivos como, por
exemplo, amar e ser amado, ter mais satisfação no trabalho, aproveitar
melhor o tempo de lazer, aprimorar-se intelectualmente, parar de fumar,
etc... Mas, poucas pessoas conseguem! Por que?
Descobri uma razão simples: a maioria de nós resiste
ativamente à idéia de uma mudança, pois seria necessário sair da “zona de
conforto”, seria necessário esforço adicional. Além disso, seria essencial
romper a inércia e, principalmente, superar o medo de fracassar.
As pessoas com medo do fracasso lutam contra as mudanças
porque não confiam em si mesmas para administrar o desconhecido, sem
certezas e garantias. Para mim, é importante considerar o fracasso como um
prelúdio para o êxito, mudando a forma de pensar (crença) e, utilizando as
ferramentas gerenciais disponíveis no PMBoK[1] - uma das mais proeminentes
entidades e líder mundial em gerenciamento de projetos - para, com elas,
vislumbrar, por exemplo, cenários possíveis, analisando-os prospectivamente
e tentando evitar riscos de fracasso nas mudanças pretendidas.
Você quer ou não quer atingir suas metas? Riscos? Sim! São
inerentes ao estado de viver porém podem ser controlados. Segundo o PMBoK
2004*, risco é “um evento ou condição incerta que, se ocorrer, provocará um
efeito positivo ou negativo nos objetivos de um projeto”.
Todo o projeto está exposto ao risco. O grau de exposição a
riscos de um projetos é determinado pela sua natureza, tamanho, complexidade
e o ambiente no qual está inserido. Todos os aspectos que constituem um
projeto, ou seja, tecnologia, recursos humanos e materiais, aspectos legais,
políticos, ambientais, financeiros e outros pertinentes ou não ao seu
“projeto de vida”, podem ser fontes de riscos.
O impacto da ocorrência dos eventos de risco sobre seu
projeto pode ser positivo, negativo e, muitas vezes pode significar o seu
sucesso ou fracasso. Estes riscos devem ser efetivamente gerenciados, de
modo a garantir que os objetivos sejam atendidos através da minimização dos
impactos negativos (AMEAÇAS) – “azar” e da maximização dos positivos
(OPORTUNIDADES) – “sorte”.
A Matriz SWOT de Análise de
Riscos
Para montar uma Análise SWOT de Riscos (Identificação de pontos fortes,
pontos fracos, ameaças e oportunidades), normalmente usamos uma simples
planilha dividida em quatro grande áreas:
-
(S) Strengths (Pontos
Fortes, de origem interna)
-
(W) Weaknesses (Pontos
Fracos, de origem interna)
-
(O) Opportunities
(Oportunidades externas)
-
(T) Threats (Ameaças
externas)
A análise SWOT pode servir para
se avaliar uma empresa, um projeto, uma parte do projeto, um produto, uma
equipe, etc. Para cada um destes itens, fazemos perguntas similares a:
Pontos Fortes:
-
O que você
(empresa/equipe/pessoa) faz bem?
-
Que recursos especiais você
possui e pode aproveitar?
-
O que outros
(empresas/equipes/pessoas) acham que você faz bem?
Pontos Fracos:
-
No que você pode melhorar?
-
Onde você tem menos
recursos que os outros?
-
O que outros acham que são
suas fraquezas?
Ameaças:
-
Que ameaças (leis,
regulamentos, concorrentes) podem lhe prejudicar?
-
O que seu concorrente anda
fazendo?
Oportunidades:
|
S –
STRENGTHS – FORTALEZAS
PONTOS
FORTES:
-
-
-
-
-
-
|
W –
WEAKNESSES – FRAQUEZAS
PONTOS
A MELHORAR:
-
-
-
-
-
-
|
|
O –
OPPORTUN. – OPORTUNIDADES
FATORES
FAVORÁVEIS:
-
-
-
-
-
-
|
T –
THREATS – AMEAÇAS
FATORES
DESFAVORÁVEIS:
-
-
-
-
-
-
|
RESULTADOS
POSSÍVEIS:
Ambiente
interno Ambiente externo
Resultado
PONTOS
FORTES + FATORES FAVORÁVEIS =
OPORTUNIDADES
PONTOS A
MELHORAR + FATORES DESFAVORÁV.
= AMEAÇAS
O
planejamento
Podemos prever
o futuro?
Ao contrário do
que muitos pensam, é sim muito fácil prever o futuro em nossas vidas, pois
ele geralmente é o resultado de uma equação exata de suas decisões e
movimentos no presente. As pessoas acham que é difícil planejar o futuro
porque não sabem exatamente o que querem, ou não conseguem se decidir. Ficam
pendendo entre uma oportunidade aqui, outra ali, e estas oportunidades são
geralmente vistas como “os eventos improváveis” que a maioria das pessoas
fica esperando, e que muitas vezes se tornam razão para não planejar.
Você já viu um
atleta se preparar para um desafio? Parece que não há mais nada no mundo,
somente ele e a meta, não?! Ele sabe que há obstáculos no caminho, mas ele
se prepara para enfrentá-los. Ele percebe que corre o risco de sofrer
acidentes, mas não tem medo. Ele entende que seus competidores podem ser
mais fortes que ele, mas só se concentra no seu trabalho e dá o melhor de
si.
É assim que
pessoas e empresas bem sucedidas articulam. Elas escolhem uma meta e seguem
uma linha reta até alcancá-la. Elas não ficam olhando em volta para ver se
estão perdendo uma oportunidade que pareça mais interessante. Fazer isto
seria, na verdade, um grande problema! Pessoas que não estão bem certas do
que querem não conseguem se concentrar em seu caminho, pois vivem na
constante agonia de que podem estar perdendo “algo melhor”, enquanto estão
ocupadas tentando “vislumbrar outras portas”.
Planejar não é
a solução, entretanto. Um planejamento é como um mapa. Se você não mapear
seu caminho corretamente, você não chegará onde quer!
Nem sempre se
tem acesso aos dados reais, não se pode exatamente prever o futuro e saber o
que vai acontecer em seu caminho até a sua meta. Às vezes, não se consegue
sequer analisar a situação presente com clareza. Com base neste fato,
algumas pessoas simplesmente desistem de planejar. Acham que, por a vida ser
mesmo imprevisível, as coisas não vão sair como planejado de qualquer forma.
Se você é um
indivíduo comum que não vive num ambiente turbulento de constantes mudanças,
sua vida é previsível. De fato, a vida da maioria das pessoas é altamente
previsível. Acidentes e eventos inesperados são raros. Para a grande maioria
das pessoas, nada de diferente acontece, a vida é sempre a mesma. Algumas
pessoas acreditam que algum evento imprevisível acontecerá, mudando suas
vidas “da água pro vinho” inesperadamente. Para a maioria, os “eventos
improváveis e inesperados” jamais acontecem e o futuro é uma equação exata
de escolhas e movimentos do passado.
Empresas não
deixam de planejar pela possibilidade de estourar uma 3º guerra mundial, ou
de ocorrer outro ataque terrorista de grandes proporções. Elas simplesmente
planejam com os dados que possuem no momento, usando imaginação estratégica,
estatística e matemática para prever cenários futuros. Quase sempre elas
estão certas. Se nada inimaginável e inesperado acontecer, o futuro acaba
sendo o resultado exato das previsões realizadas.
Na vida da
maioria das pessoas isso é a mais provável realidade. Elas ficam esperando
“romanticamente” que a vida lhes traga por sorte, sucesso, riqueza e
felicidade. Elas aguardam passivamente que a vida se encarregue de lhes
trazer o futuro que desejam, enquanto isso sua falta de ação lentamente cria
seu futuro real – aquele que elas não desejam!
Isso nos leva a
uma simples verdade: alguns eventos improváveis podem eventualmente ocorrer
em sua vida, mas seu futuro provavelmente será uma consequência do que você
está fazendo agora. Prever o futuro é na verdade muito fácil: se continuar
tendo as mesmas atitudes, fazendo do mesmo jeito, continuará obtendo os
mesmos resultados. Se você não gosta dos resultados, mude o que está
fazendo!
O Modelo T.O.T.S.
“É
melhor arrepender-se por ter feito alguma coisa do que por não ter feito
nada”
Giovanni
Boccaccio (1313-1375), escritor italiano
Você gostaria de tirar a
palavra “fracasso” de seu vocabulário? Livrar-se desse medo auto destruidor?
Primeiro, aprenda a trabalhar
científicamente através de modelos e sistemas parametrizados e que possam
ser confrontados e comprovados. A gerência de projetos é uma ciência que,
junto a outras, poderá ajudá-lo a alcançar resultados esperados. Passe a
ver, a partir de agora, seus esforços de mudanças como experiências. Sempre
é preciso testar para saber se algo vai dar certo.
Citando Thomas Edison que, por
exemplo, experimentou milhares de filamentos para descobrir qual deles
funcionaria para gerar a luz elétrica. Na visão de Edison, ele nunca cometeu
um erro, mas sim, caminhou, passo a passo até a descoberta do filamento
certo. Ele persistiu no seu objetivo e mudou seus conceitos milhares de
vezes antes de alcançá-lo. Inclusive, por várias vezes foi criticado e
desacreditado, mas não permitiu que tais “fracassos” se transformassem em
limitações, pelo contrário, transformava-os em aprendizados, que o
incentivaram e o fizeram acreditar que alcançaria o sucesso em seu projeto.
Caso você esteja utilizando
alguma fonte de luz elétrica agora, lendo este artigo, aproveite para
imaginar se ele tivesse desistido.
O processo experimental é como
aprender a ler. Você começa no seu nível de presteza e cresce em
competência, à medida que abre possibilidades. Lembre-se: “O erro é parte
inseparável da vida, porém, em um mundo capitalista corporativo, exigente e
pressionável, saber como evitá-lo é algo de muito valor.O Modelo T.O.T.S.
significa “Teste – Operação – Teste – Sair” e, dita o padrão básico da
estratégia em se verificar o alcance de sua meta. “Teste, Aja, Teste, ok?,
pode ir em frente”.
Todo o trabalho científico
necessita ser testado. Na indústria, podemos obter vários exemplos de
produtos que obrigatoriamente precisam ser exaustivamente testados antes de
serem aprovados à linha de produção e consequentemente ao público cosumidor.
Quantos aparelhos eletrodomésticos, ferramentas, alimentos genéticamente
modificados, produtos para crianças, etc, são testados sob modelos diversos?
Sem “Testar-Operar-Testar(novamente)-Operar(novamente)-Testar-Sair” (e
quantas vezes mais forem necessários testes e operações), não pode-se dizer
que o trabalho, produto, ação... está em total acordo com as
operacionalidades necessárias às funções a que se destinam.
O T.O.T.S. começa com um
resultado – o que você está tentando alcançar? Veja o modelo
exemplificado abaixo:

Gerenciando riscos
“Não somos capazes de ajustar os ventos, mas podemos
ajustar as nossas velas.”
Familia
Schurmann
É certo! Para
evitarmos fracassos temos que manter os riscos controlados.
Projeto significa investir
algum esforço para mudar uma situação existente, com o ojetivo de obter uma
recompensa no futuro.
Pequeno problema: E se o futuro
não se concretizar?
Tenho como concepção de vida
ser responsável pelo futuro através do que planejo e realizo no presente,
independente do meu projeto chegar ou não à “fase de encerramento”. Mesmo
que este futuro não chegue ao presente, o terei planejado para, se chegar,
ocorrer conforme minhas expectativas e desejos.
Existem 5 fases processuais em
gerenciamento de projetos, segundo o PMBoK. São elas:
-
Iniciação
-
Planejamento
-
Execução
-
Controle
-
Encerramento
Tratando-se aqui de
gerenciamento de riscos e mudanças, temos que identificar, analisar e
responder aos possíveis impactos no projeto.
De acordo com um estudo de “Benchmarking”,
realizado pelo PMI – Project Management Institute, em 2006, os
métodos de tratamento de riscos nas organizações encontram-se na seguinte
subdivisão percentual:
a)
42% são realizados com
metodologia formal
b)
50% são realizados
“informalmente”
c)
8% não tratam riscos (“deixam
rolar...”)
O objetivo maior é transformar
o que pode ser uma “vaga incerteza” em “riscos identificados” e, se
possível, “quantificados” de forma a nos permitir gerar ao final do
processo, um Plano de Gerenciamento de Riscos.
Como disse o Dr. David
Hilson em seu site
www.risckdoctor.com, “Risco é uma incerteza com
conseqüências”.
A célebre frase: “quem não
arrisca, não petisca” é de certa forma um grande risco! Não devemos
arriscar perder, somente em função do prazer de ganhar. Isso gera ansiedade
e um foco errado na direção do resultado que se deve tentar alcançar. O
sucesso em um projeto não se estabelece simplesmente através do ganho em
prazer, mas sim, do ganho real, mensurável e analógicamente comparável com
ganhos similares.
Nós estamos preparados para
tomadas de decisão quanto a mudanças necessárias e riscos a serem corridos
em nossos Projetos de Vida? Abaixo apresento um Mapa Mental (Mind Map)
exemplificando a itemização de fatores quantitativos e qualitativos
necessários à tomada de decisão:

É melhor que você aja e passe a sentir
alguma coisa, em vez de ficar parado esperando sentir algo para então agir”
Jerome Bruner
Processo de Planejamento do
Gerenciamento de Riscos – PMBoK 2004
Fatores Ambientais relacionados
a seu projeto de vida:
Quais são suas atitudes e
tolerâncias em relação aos riscos de seu projeto?
Ativos de Processos Organizacionais
pertinentes:
Qual sua experiência em relação
aos estudos sobre Riscos? Você conhece algum tipo de abordagem que já tenha
sido definida em alguma ocasião, e que possa ser utilizada agora por você
neste Plano Gerencial?
Declaração de Escopo de seu Projeto:
O que mais pode faltar em seu
projeto? Quais são os “deliverables” mais importantes de seu escopo?
Verifique o escopo de seu projeto e determine se ainda não precisa alterá-lo
para alinhá-lo melhor a seus objetivos e resultados esperados?
Plano de Gerenciamento do Projeto:
O Plano de Gerenciamento do
Projeto é a consolidação de todos os princípios necessários para se
gerenciar adequadamente o projeto. São eles: Registro de Alterações,
Definição da Equipe do Projeto, Escopo, Estrutura Analítica do Projeto (EAP)
e seu Dicionário, Cronograma, Orçamento, Plano de Gerenciamento das
Comunicações, Lista de Verificação da Qualidade e o Plano de Gerenciamento
de Pessoal. Seu “Projeto de Vida” teria um Plano de Gerenciamento de Projeto
similar?
Como elaborar um Plano de
Gerenciamento de Riscos?
Identificação
-
Precisamos
identificar os riscos pois estes sempre existem e são inerentes a
qualquer projeto. Projetos pioneiros ou com metas desafiadoras trabalham
com maior grau de risco. Pelo fato de não se ter certeza absoluta do
futuro, todo o processo de planejamento de respostas aos riscos,
trabalha com um certo nível de subjetividade. Identificar os riscos e
descrever suas características:
Modelo de
Planilha para Identificação de Riscos
|
Nº |
Descrição do Risco |
Causas |
Sintomas |
Classificação |
|
1 |
|
|
|
|
|
2 |
|
|
|
|
|
3 |
|
|
|
|
|
4 |
|
|
|
|
|
5 |
|
|
|
|
|
6 |
|
|
|
|
|
7 |
|
|
|
|
|
8 |
|
|
|
|
|
9 |
|
|
|
|
|
10 |
|
|
|
|
Quadro de
Categorização de Riscos

As categorias
de riscos apresentadas acima podem e devem ser alteradas, substituídas ou
acrescentadas de acordo com as particularidades dos projetos de cada um.
Grade de
Metas
Podemos ainda,
utililizar a Matriz SWOT, como modelo, para elaborar uma Grade de Metas que
irá apresentar dados e permitir uma análise de quais metas do projeto,
devemos, PRESERVAR, ELIMINAR, CONSEGUIR ou EVITAR.

Critérios
-
Estabeleça
os critérios de aceitação ou aversão de riscos que serão utilizados.
-
Estabeleça
priorização entre os riscos em função da possibilidade de ocorrência e
impacto.
-
Transforme
possibilidades (conceito) em probabilidade (números).
Reflexão no Plano d Ação
Liste todas as
metas expostas em sua Grade e analise as mudanças que precisa e pretende
fazer. Coloque-as sob as seguintes perguntas que geram seu Plano de Ação:
1-
O que...?
2-
Para
que...?
3-
Como...?
4-
Quando...?
5-
Onde...?
6-
Quem...?
7-
Quanto
(custa)...?
Análise qualitativa de riscos
A análise
qualitativa de riscos visa priorizar os riscos mais importantes segundo seus
prováveis efeitos no processo de mudança e baseia-se na avaliação da
possiblidade e do impacto da ocorrência de acordo com o gráfico abaixo:

Análise quantitativa de riscos
A análise quantitativa de
riscos visa avaliar numéricamente a probabilidade de um risco ocorrer e sua
consequência, bem como, determina em termos matemáticos a possibilidade do
projeto atingir seus objetivos. Produz um cronograma e um orçamento
“factível”para o projeto.
Técnicas:
Obs: Neste artigo,
exemplificaremos apenas algumas das técnicas acima
ÁRVORE DA
DESCISÃO
|
DESCISÃO |
RESULTADO INCERTO |
PROBABILIDADE |
X |
RESULTADO |
VME |
|
|
EMV
Valor Monetário Esperado
= 4000,00 |
P = 0,2 (20%) |
x |
+100.000,00 |
+20.000 |
|
|
Cronograma Agressivo |
P = 0,8 (80%) |
X |
-20.000,00 |
-16.000 |
|
Descisão |
|
|
|
|
|
|
|
EMV
Valor Monetário Esperado
= 1000,00 |
P = 0,3 (30%) |
x |
-20.000,00 |
-6.000 |
|
|
Cronograma Conservador |
P = 0,7 (70%) |
x |
+10.000,00 |
+7.000 |
|
RESULTADO = |
TÉCNICA DE
MONTECARLO
|
ATIVIDADE |
OTIMISTA |
DURAÇÃO PROVÁVEL |
PESSIMISTA |
|
A - nonononononono |
4 |
5 |
6 |
|
B - nonononononono |
8 |
9 |
10 |
|
C - nonononononono |
6 |
7 |
8 |
|
RESULTADO = |
Planejamento de Respostas a Riscos
É o fechamento do processo de planejamento uma vez que os riscos foram
identificados e analisados sob a perspectiva qualitativa e quantitativa.
Agora serão vistas as ações que serão desenvolvidas para cada ítem
Estratégias para riscos negativos ou ameaças:
-
Prevenir –
Significa mudar!
-
Transferir – Colocar uma 3ª
parte na condição de risco
-
Mitigar –
Riscos “inevitáveis”- reduzir impacto
Estratégias para riscos positivos ou oportunidades
-
Explorar – Tentar aumentar
a probabilidade de ocorrência
-
Compartilhar – Formar
parcerias para capturar a oportunidade
-
Melhorar – Tentar maximizar
os impactos e efeitos.
Estratégias para ameaças ou oportunidades
Estratégias para respostas contingenciadas
ESCALA DE
IMPACTO
|
Objetivo do Projeto |
Desprezível
0,05 |
Baixo
0,1 |
Moderado
0,2 |
Alto
0,4 |
Muito Alto
0,8 |
|
Custo |
Aumento insignificante
do custo do projeto |
Até 5% de aumento no
custo do projeto |
Entre
5% e 10% de aumento |
Entre
10% e 20% de aumento |
Acima
de 20% de aumento |
|
Cronograma |
Atraso insignificante
no tempo de projeto |
Até 5% de atraso no
tempo de projeto |
Entre 5% e 10% de
atraso no tempo de projeto |
Entre 10% e 20% de
atraso no tempo de projeto |
Acima de 20% de atraso
no tempo de projeto |
|
Escopo |
Redução do escopo não
perceptível |
Áreas menos importantes
do escopo são afetadas |
Áreas importantes do
escopo são afetadas |
Redução do escopo
inaceitável pelo cliente |
Produto final é inútil
para o cliente |
|
Qualidade |
Degradação de qualidade
não perceptível |
Apenas aplicações mais
críticas são afetadas |
Redução de qualidade
requer aprovação do cliente |
Redução de qualidade
inaceitável pelo cliente |
Produto final não é
utilizável |
ESCALA DE
PROBABILIDADE
|
Avaliação qualitativa |
Desprezível
|
Baixo
|
Moderado
|
Alto
|
Muito Alto
|
|
Probabilidade |
5% |
10% |
20% |
40% |
80% |
MAPA DE
RESPOSTAS AOS RISCOS
|
Riscos |
Respostas Planejadas
para os Riscos |
|
1 |
|
|
2 |
|
|
3 |
|
|
4 |
|
Controle
Responder as seguintes
perguntas:
-
Os riscos previstos estão
se confirmando?
-
As respostas se revelaram
eficientes?
-
Surgiram
novos riscos?
-
Surgiram
respostas inesperadas?
-
É necessário mudar alguma
coisa em relação ao que foi planejado?
Conclusão
A máxima do empreendedor consciente deve ser o que disse George Edward
Woodberry: “A derrota não é o maior fracasso. O verdadeiro
fracasso está em não tentar”.
Isto descreve você?
Considera-se corajoso para enfrentar riscos?
Considera agora que pode, aprendendo a utilizar um Plano de Gerenciamento de
Riscos, controlar as mudanças em seu projeto?
Mesmo sendo este projeto, o seu “Projeto de Vida”?
Está apto para fazer mudanças que forem necessárias para você alcançar o
objetivo de seu projeto?
“O fracasso é uma interpretação, não é um fato!”
Se você sempre quis escrever, então escreva alguma coisa, um artigo curto,
um poema e, envie para uma editora ou jornal.
Se você é um fotógrafo amador, reúna suas melhores fotografias e inscreva-se
em um concurso. Aja! Saia do “lugar comum”.
Escreva uma meta, trace um plano para alcançar seu objetivo e não tenha mais
medo de mudar pois agora você já sabe que pode controlar possíveis riscos,
bem como e, principalmente você aqui, aprendeu que, mesmo que não ganhe em
primeiro lugar, terá aprendido com a experiência de simplesmente, tentar.
O maior fracasso é... não tentar. Gerencie suas mudanças e boa sorte.
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[1]
Guia editado pelo PMI Project Management Institute – USA
Referências bibliográficas
LUZ, DANIEL C. (2001) – Insight 1.
Editora DVS Ltda. São Paulo, Brasil.
LUZ, DANIEL C. (2002) – Insight 2.
Editora DVS Ltda. São Paulo, Brasil.
CHRISTY, FRAN – Textos disponíveis
no site
www.sonhosestratégicos.com.br
em 27/06/07
MANCILHA, JAIRO. Apostila do Curso de
PNL Programação Neurolinguística, nivel Practitioner - INAp Instituto de
Neurolinguística Aplicada
VARGAS, RICARDO VIANA. (2006) – Plano
de Gerenciamento de Projetos. Editora Brasport Ltda. Rio de Janeiro,
Brasil.
XAVIER, CARLO MAGNO; VIVÁCQUA, FLAVIO
RIBEIRO; MACEDO, OTUALP SARMENTO; XAVIER, LUIZ F. DA SILVA. (2005) –
Metodologia de Gerenciamento de Projetos Methodware. Editora Brasport
Ltda. Rio de Janeiro, Brasil.
Site O Gerente -
http://www.ogerente.com.br/produtividade/mm/mapas_mentais_swot.htm
em 29-06-2007
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