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Biography Jorge Simão, PMP - Systems and Computer Engineering, Technical University of Lisbon.

Simão has over 17 years experience in the IT field. In 1989 he started and managed his own application development consulting company. Since 1994 he has managed several software development and systems integration projects for Public Administration and Finance clients, providingconsulting with companies such as ICL and Microsoft. Some positions he has held are Project Manager for Microsoft Consulting Services and Managing Director and partner for an IT consulting company. He has expertise in project management and software development methodologies. Since 2006 he has partnered with TenStep, Inc., running TenStep Portugal as Managing Director. He speaks Portuguese, English and basic French.

COMO CALCULAR O CUSTO DE UMA

ALTERAÇÃO DO ÂMBITO

 

Quando recebe uma solicitação para alterar o âmbito do projeto, deverá considerar os três elementos básicos do processo de gestão de alterações do âmbito:

  1. Quem solicita a alteração determina o benefício dessa alteração para a organização

  2. O gestor de projeto (ou equipa do projeto) determina o impacto da alteração no projeto

  3. Com base na informação sobre o impacto e benefício, o patrocinador (ou alguém por ele autorizado) toma a decisão de aprovar ou não a alteração do âmbito

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O gestor de projeto e equipa são responsáveis por determinar o impacto das alterações no projeto. Vejamos então cada uma das áreas mais importantes que o gestor de projeto deverá considerar nessa avaliação do impacto.

Fatores que são afetados por alterações do âmbito

  • Esforço. O primeiro aspeto a analisar é se a alteração vai necessitar de mais trabalho do que aquele que está planeado. A maior parte das alterações ao âmbito requerem trabalho adicional, a não ser que resultem numa redução do âmbito (redução de funcionalidades, p.ex.).

  • Custo. A alteração do âmbito pode implicar custos adicionais ao projeto. Em muitas organizações, o trabalho dos seus empregados não é um custo diretamente imputável aos projetos, pelo que o trabalho adicional não tem custos (do ponto de vista contabilistico) a não ser que seja realizado por recursos contratados. Também pode haver custos adicionais não laborais, como por exemplo, a aquisição de novos materiais ou equipamento.

  • Duração. É uma generalização incorreta dizer que todas as alterações do âmbito resultam num aumento da duração total do projeto. A questão que deve ser colocada é se o trabalho adicional está no caminho crítico. Se está, então o projeto poderá levar de fato mais tempo. Se não está no caminho crítico, apesar de resultar em mais trabalho, não irá afetar necessariamente a duração total do projeto.

  • Foco/moral. Algumas alterações do âmbito podem ter como consequência algo mais do que trabalho, custo e duração adicionais. Podem também afetar o foco ou moral da equipa. Isto é especialmente verdade se as alterações acontecem tarde no projeto ou se são em grande número indicando uma falta de direção do projeto.

Não esqueça um outro fator: benefícios diferidos

O seu projeto resulta num benefício para a organização. Normalmente o benefício começa a ser usufruido logo após (ou pouco tempo depois) a solução estar implementada e começar a ser usada. Se uma alteração do âmbito resultar num atraso da data final do projeto, então a análise do impacto dessa alteração também deverá incluir o custo do benefício adiado.

Considere o seguinte exemplo: O resultado do seu projeto irá trazer para a organização um benefício de 5.000€ por mês em aumento de receitas. Durante o projeto, o cliente pede uma alteração do âmbito que irá custar 5.000€ de trabalho adicional e irá aumentar em um mês a duração total do projeto. Com esta alteração foi estimado que irá obter-se um benefício de 500€ por mês de receitas adicionais.
Poderá apresentar ao patrocinador o pedido de alteração indicando um benefício de 5.000€ por mês e um impacto no projeto de 5.000€ adicionais e um mês de atraso. Considerando o respetivo custo e benefício, o patrocinador poderá então determinar que essa alteração estará paga em 10 meses. No entanto, a parte que está faltando é o custo do benefício diferido associado com o atraso de um mês na implementação. Neste caso, um atraso de um mês no planeado também irá custar à organização 5.000€ de receitas não realizadas, o que faz com que o custo total da alteração seja 10.000€ e requerer 20 meses para recuperar esse valor. O patrocinador pode mesmo assim aprovar a alteração. No entanto, considerar o benefício diferido associado a um atraso no projeto deverá fazer parte do cálculo da estimativa do impacto da alteração do âmbito.

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