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Biografia: Edivan de Oliveira Fulgencio

MBA em Gestão Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida.

Pós-Graduado em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas pela Universidade Estácio de Sá; Formado em Tecnologia de Redes de Computadores pelo Instituto Politécnico da Universidade Estácio de Sá. Certificado ITIL PRATICTIONER nos Processos Agree & Define (SLM e FMIT).

Edivan é membro do Grupo de estudos GE_ITIL-RJ, sua carreira é pautada na Gestão de Equipes, Processos, Projetos e Infra-estrutura de TI. Já tendo atuado por mais de 20 anos em empresas dos mais diversos segmentos como: Varejo, Finanças, Indústria, Governo, Seguros e Provedores de

Serviços de TI.

Atualmente é Disseminador de melhores práticas de governança e de Programas de Melhoria Contínua de Serviços de TI como Sócio Diretor da IT Sapiens consultoria LTDA.

E-mail: edifull@yahoo.com

CLASSIFICAÇÃO DE PROJETOS: Uma Proposta

O PROBLEMA

Recentemente, durante o desenho e planejamento do Escritório de Projetos (ou se preferir termos em Inglês: PMO – Project Management Office) de uma grande organização, deparei-me com um pequeno problema, mas que me levou a uma grande reflexão, cujo resultado foi o tema de que trato neste artigo: A necessidade de classificar os projetos da organização em “TIPOS” de Projeto.

O sistema de gestão de projetos pré-existente exigia em um determinado campo o “TIPO DO PROJETO”. O problema é que eu não queria e, a bem da verdade, nem podia modificar a estrutura já existente devido ao grande impacto que atitudes pequenas como essa podem causar, quando, vindo de fora, trazemos para uma corporação novos conceitos, novas idéias, novas formas de fazer o que as pessoas já faziam - de certa forma direito - e, ÓBVIO: respeitando isso. Quem de nós não se lembra de alguma história – até engraçada - com final por vezes nada agradável, em que um consultor chega a uma empresa, tudo funciona relativamente bem e parece que o cara é o gênio que achou a causa de todos os males e quer mudar tudo (muitas vezes até TODOS). Como o sujeito apanha de tudo e todos até aprender a melhor forma de introduzir as mudanças realmente necessárias.

Não é difícil entender o quão crítico é para o sucesso de qualquer processo de implantação de melhores práticas (entenda-se PMO como um destes processos), a venda das novas idéias de forma que se gere comprometimento e otimismo nas pessoas. Haja vista o choque na cultura, problemas políticos e, no caso de novos desenvolvimentos ou ajustes: o custo e os riscos envolvidos em fazer algo do ZERO, quando se podem aproveitar as características positivas daquilo que vinha funcionando. Resumindo: É ótimo e sempre se busca dar resultado e gerar mudanças, porém sem querer inventar a roda. Principalmente, quando a roda anterior já existia e ATÉ RODAVA direitinho.

Para resolver meu problema, me propus a classificar os Projetos em TIPOS. Pesquisei a literatura, links e outras fontes de conhecimento existentes e não encontrei alguma que respondesse cem por cento aos requisitos conforme os quais, eu classificava os projetos em andamento e os que se vislumbravam na organização. Precisei então gerar uma tipificação nova, conforme discrimino abaixo. Tomei por base a definição de PROJETOS e seus objetivos, disponível no PMBOK® (Base de Conhecimento em Gerência de Projetos) organizada e divulgada pelo PMI® (Project Management Institute) – Organização mundial que congrega capítulos locais de Gerentes de Projetos (os PMP®’s - Project Management Professionals), responsáveis pela estruturação, organização e disseminação das melhores práticas neste ramo de atividade.

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Parte da habilidade para executar melhor os projetos, com maior rapidez e com menor custo, vem da habilidade para implantar processos e práticas padronizadas em toda a sua organização. Quando isso acontece, não há nenhuma curva de aprendizagem para o gerente do projeto e nem para os membros das equipes que transitam de um projeto para o outro.

Muitas organizações realizaram estes objetivos através de uma organização centralizada, a qual foi a responsável por desenvolver e implantar uma metodologia padronizada de gerenciamento de projetos. Estabelecer um PMO pode parecer uma tarefa desanimadora, mas este curso lhe auxilia e fornece um modelo lógico para implantar um Escritório de Projetos “PMO” e como usar o Escritório de Projetos “PMO” para desdobrar produtos e serviços de gerenciamento de projetos em toda a organização.

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CLASSIFICAÇÃO DE PROJETOS POR TIPOS

Tipos de Projetos:

  1. Projetos de Sistemas;

  2. Mapeamento de Processos;

  3. Infra-estrutura;

  4. Estratégia, com os subtipos:

    4.1.    Produtos;

    4.2.    Serviços;

    4.3.    Legislação;

    4.4.    Mercado.

  5. Gerência de Mudanças

  6. Melhoria Contínua.

DEFINIÇÃO DOS TIPOS

Projetos de Sistemas: Aqueles em que os resultados são produtos de desenvolvimento de código, rotinas ou programas de computador. Por exemplo: novo software de inventário, novo portal corporativo, etc.

Projetos de Mapeamento de Processos: Aqueles em que os resultados são os desenhos e a descrição dos processos organizacionais, ou a definição de novos processos, bem como sua documentação. Por exemplo: Padronização do processo de controle de acesso aos prédios da organização, reformulação do controle de qualidade, preparação para certificação na Norma XYZ do órgão ZYX, etc.

Projetos de Infra-estrutura: Aqueles em que os resultados são novas instalações, ou modificações e eventuais melhorias nas instalações existentes com todo o contingente envolvido neste tipo de mudança, como: equipamentos, plantas, redes (elétrica, hidráulica, dados e telefonia, etc.). Por exemplo: Novo prédio; Mudança do CPD; Atualização do cabeamento para categoria X conforme especificação Y, etc.

Projetos de Estratégia: Aqueles que buscam efetivamente atender ao planejamento estratégico da organização, os quais podem ser classificados em:

  • Projetos de Produtos: Aquele cujo resultado requer pesquisa e desenvolvimento de novos produtos seja por uma nova oportunidade ou por uma demanda específica de um determinado cliente ou grupo de clientes.  Por exemplo: Novo modelo de automóvel, Novo suco de frutas, etc.

  • Projetos de Serviço: Aqueles em que se envolve pesquisa e desenvolvimento de novos serviços, sejam por uma exigência do mercado ou por pedido de um determinado cliente.  Por exemplo: Nova forma de atendimento bancário, Nova plataforma de Call Center, Serviço de atendimento ao idoso, etc.

  • Projetos de Legislação: Aqueles cujo resultado é uma adequação a uma nova legislação ou à legislação vigente, seja por imposição ou por oportunidades de negócio. Por exemplo: Adequação da contabilidade ás novas alíquotas de IPI, Mudança de endereço para Zona com menor carga tributária, reformas para atender à lei antitabaco, etc.

  • Projetos de resposta ao Mercado: Aqueles em que se busca responder a uma imposição do mercado, seja por oportunidade ou para alinhar-se ou antecipar-se à concorrência. Por exemplo: reforma para melhor atendimento às pessoas com necessidades especiais, substituição de sacolas plásticas por biodegradáveis, plano estratégico, plano de reformulação visual, etc.

Projetos de Gerência de Mudanças: Aqueles que são resultado do processo de Gerência de Mudanças Organizacionais, indicados pelo comitê de mudanças, os quais normalmente indicam mudanças em processos ou documentos já existentes, porém com certo grau de risco para a continuidade dos negócios, caso não sejam tratados com o devido planejamento. Por exemplo: Inserir novo campo na tabela de clientes, alterar a quantidade mínima de amostras do processo de controle de qualidade, etc.

Projetos de Melhoria Contínua: Aqueles que são etapas ou os próprios PDCA’s (planos de ação de melhoria contínua, usando a metodologia PLAN, DO, CHECK and ACT) elaborados para ações de melhorias em processos existentes ou solução de problemas de qualidade. Por exemplo: PDCA de resposta à auditoria dos níveis de serviço alcançados pela área de TI.

 

ENFIM...

Espero com este artigo ajudar outros colegas que possam precisar de pistas em tarefas semelhantes a esta minha. No meu caso, esta classificação – que espero, tenha levado a uma reflexão, não à conclusão ou fechamento de tema, atendeu a meus propósitos e pude seguir em frente com meu projeto de PMO, sem sofrer os percalços previsíveis caso sugerisse aos desenvolvedores da estrutura de controle, a SIMPLES eliminação do campo de TIPO de PROJETO, da tela de apresentação.

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Referências: VALLE, ANDRÉ BITTENCOURT DO. Fundamentos do gerenciamento de projetos: Editora FGV, 2007. PMI – PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Project Management Guide PMBOK® Guide - Fourth Edition: PMI, 2008.

Copyright© 2009 Edivan de Oliveira Fulgencio

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