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ARTIGO ESPECIAL TenStep - We Help You Raise the Bar!™
A IMPORTÂNCIA DO GERENCIAMENTO DE RISCO EM PROJETOS Orientador Lysio Séllos, Engenheiro Civil, D.Sc.
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Introdução Risco é uma característica comum para todos os projetos. Todos os projetos têm algum grau de incerteza devido às suposições associadas a eles e ao ambiente em que são executados. Um projeto é considerado bem sucedido quando é finalizado dentro das expectativas de tempo, custo e qualidade, além de ter atendido às expectativas do cliente e a moral da equipe ter se mantida alta durante todo o projeto. Entretanto, nem sempre um bom planejamento de prazos, recursos, custos e qualidade é suficiente para garantir o sucesso de um projeto. Muitas vezes, fatores externos têm influência decisiva no sucesso ou fracasso de um empreendimento, o que evidencia a atenção que deve ser dispensada ao gerenciamento de riscos. |
The Complete Risk Management Package
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Embora os riscos não possam ser eliminados completamente, muitos podem ser antecipados e controlados pró - ativamente. Uma vez identificados os riscos, há um número de opções que o gerente do projeto poderá considerar como respostas. O objetivo deste artigo é desenvolver o conceito de riscos e sua gestão dentro de projetos, abordando os principais processos definidos no PMBOK relativos ao gerenciamento desta área de conhecimento. O que é Projeto?O conceito de projetos tem sido muito discutido e evoluído ao longo dos últimos anos, algumas definições utilizadas são citadas a seguir: A literatura define projeto como sendo um empreendimento temporário desenvolvido para criar um produto ou serviço único como resultado. Também, é um conjunto de atividades com um ponto de início, um ponto definido para encerramento, um escopo de trabalho e um orçamento claramente definido, tendo por finalidade alcançar um objetivo pré-determinado. Para Kerzner (2002), projeto é “um empreendimento com objetivo identificável que consome recursos e opera sob pressões de prazos, custos e qualidade.” Para o PMI – Project Management Institute, um projeto pode ser definido como: “um empreendimento temporário com o objetivo de criar um produto ou serviço único”. (PMBOK, 2000, p 4). Segundo Kerzner (2002), um projeto na atualidade é considerado um sucesso em sua implementação quando atende a quatro critérios básicos: Tempo, custo, eficácia e satisfação do Cliente. Tendo como referência os conceitos acima citados, é importante ressaltar que o projeto é um conjunto de atividades ou medidas planejadas para serem executadas com responsabilidade de execução definida, objetivos determinados, abrangência (ou escopo) definida, prazo delimitado e recursos específicos. Além disso, um projeto é caracterizado por criar algo novo, algo que não havia sido feito antes da mesma maneira. Características de um projeto
Ciclo de vidaO ciclo de vida significa a seqüência de fases que vão do começo ao fim de um projeto. Normalmente, antes que uma fase termine, a próxima fase é iniciada. As quatro fases mais comuns no ciclo de vida dos projetos são:
IncertezaAs incertezas apresentam tanto risco quanto oportunidade, com o potencial para destruir ou criar valor. Entende-se que cada projeto tem algum grau de incerteza ao gerar produto ou serviço singular, pois sempre há certo desconhecimento quanto à forma de atingir os objetivos ou de gerar os produtos e os resultados esperados. InterdisciplinalidadeO desenvolvimento de projetos requer uma gama de conhecimentos diferenciados. A metodologia de gestão de projeto compreende, além de técnicas específicas da área de projetos, ferramentas e conceitos de outras disciplinas tais como administração em geral, planejamento, controle de qualidade, informática, estatística, custos e orçamentação, entre outras. Gerenciamento de RiscosOs projetos estão sujeitos a um conjunto muito grande de perturbações provenientes do mercado, das políticas governamentais e organizacionais e de toda natureza. Estas perturbações podem ser classificadas como incertezas ou riscos. Segundo Menezes (2003), “o que diferencia um risco de uma incerteza é o conhecimento – ou possibilidade de estimativa – de sua probabilidade de ocorrência. Quando essa é desconhecida ou difícil de ser estimada, estaremos diante de uma incerteza. Quando ela for conhecida – ou pudermos estimá-la com uma confiabilidade aceitável –, podemos dizer que estamos frente a um risco do projeto”. Para Verzuh (2000), “o gerenciamento dos riscos é um meio pelo qual a incerteza é sistematicamente gerenciada para aumentar a probabilidade de cumprir os objetivos do projeto”. O risco está relacionado à escolha, não ao acaso, pois decorre da incerteza inerente ao conjunto de possíveis conseqüências (ganhos e perdas) que resultam de decisões tomadas diariamente pela organização. O gerenciamento do risco é um mecanismo que produz a estabilidade organizacional através da identificação, priorização, mitigação e mensuração da implicação de cada decisão. Identificação dos RiscosA identificação dos riscos pode ser feita através de coleta de informações com stakeholders-chaves. Os riscos identificados devem ser descritos e documentados para que os próximos passos possam ser conduzidos (MENEZES, 2003). De acordo com Verzuh (2000), “se quiser saber o que pode dar errado em um projeto, pergunte às pessoas da equipe”. As pessoas diretamente ligadas às atividades rotineiras e ao processo são capazes de identificar os problemas a serem encontrados durante o projeto. Deve-se criar uma lista com todos os riscos potenciais sem preocupar-se com avaliação e mensuração dos mesmos. Uma forma de identificar os riscos do projeto é investigar o que aconteceu em projetos similares no passado, daí a importância de se manter dados históricos do projeto e a documentação de lições aprendidas. A identificação dos riscos permite analisar o processo de forma abrangente, imaginar todos os problemas que podem ocorrer durante sua execução (o que pode dar errado), independente da estrutura de controles existente e avaliar a documentação disponível antes de analisar o processo (documentação do processo, relatórios anteriores, atas de reunião). Análise Qualitativa dos RiscosAnálise qualitativa de risco é o processo de avaliação do impacto e probabilidade de riscos identificados. Este processo prioriza riscos de acordo com os seus efeitos potenciais nos objetivos do projeto. Segundo Menezes (2003), “a mensuração é dada pela identificação do grau de exposição ao risco em que se encontra o projeto. A exposição ao risco é o produto de dois fatores importantes: a probabilidade de ocorrência do risco e seu impacto sobre o projeto.” A probabilidade de ocorrência do risco pode ser obtida através da avaliação de dados históricos, ou pode ser simulada e estimada. Desta forma, a probabilidade pode ser classificada em:
O impacto deve ser classificado considerando a ocorrência de um evento com perdas inesperadas, de acordo com o gráfico abaixo:
Figura 1 – Gráfico de frequência x perdas esperadas/inesperadas Fonte: Adaptado do seminário de Gestão de Riscos da Deloitte O impacto pode ser classificado de acordo com a gravidade:
Por meio da matriz de probabilidade de ocorrência e impacto, são priorizados aqueles riscos que, se ocorrerem, causarão o maior impacto ao projeto. A classificação dos riscos deve ter como base a matriz abaixo:
Figura 3 – Matriz impacto x probabilidade Fonte: do autor Uma vez mensurados o impacto e a probabilidade, deve-se avaliar o grau de exposição ao risco. Com base na avaliação do impacto e da probabilidade de ocorrência dos riscos podemos definir o nível de risco, utilizando o seguinte gráfico:
Figura 2 – Matriz de risco – impacto x probabilidade Fonte: Adaptado do Congresso de Auditoria Interna e Compliance Para Menezes (2003), “a análise desses riscos leva-nos a uma tomada de decisão sobre as ações necessárias para melhor tratá-los sempre equilibrando as finanças e a exeqüibilidade do projeto”. Análise Quantitativa dos RiscosO processo de análise quantitativa de risco tem como objetivo analisar numericamente a probabilidade de cada risco e de sua respectiva conseqüência nos objetivos do projeto, assim como a extensão do risco geral do projeto. Análise quantitativa de risco geralmente segue a análise qualitativa de risco. Ela requer a identificação de risco. Uma vez qualificados, passa-se ao processo de se traduzir, em números, a probabilidade de ocorrência de cada risco e analisar, sobretudo financeiramente, as implicações que poderão advir caso se materializem. Algumas técnicas podem ser abordadas, como:
Plano de Respostas aos RiscosO plano de resposta aos riscos é o processo que desenvolve opções e determina ações sobre a ampliação de oportunidades e a redução de ameaças sobre o projeto. Há quatro categorias estratégicas para prevenir os riscos, explicitadas abaixo:
Monitoramento e Controle dos RiscosMonitoramento e controle do risco é o processo de identificar e de assegurar o controle do risco, monitorando riscos residuais e identificando novos riscos, assegurando a execução dos planos do risco e avaliando sua eficiência na redução dos riscos. É um processo contínuo para o ciclo de vida do projeto, pois os riscos devem ser monitorados da mesma forma que se monitora todo o projeto. De acordo com o PMBOK (2004), o monitoramento e controle de riscos é o “acompanhamento dos riscos identificados, monitoramento dos riscos residuais, identificação dos novos riscos, execução de planos de respostas a riscos e avaliação da sua eficácia durante todo o ciclo de vida do projeto”. Algumas técnicas para monitoramento dos riscos são adotadas, segundo o PMBOK (2004):
A importância do monitoramento e controle dos riscos é poder envolver a escolha de estratégias alternativas, execução de um plano de contingência, realização de ações corretivas e modificações no plano de gerenciamento do projeto, durante a execução do mesmo. ConclusãoÉ essencial o gerenciamento dos riscos em projetos pois a natureza de constante mutação do mercado expõe as empresas a constantes mudanças e, em conseqüência, os riscos variam freqüêntemente em termos de probabilidade e impacto. Para acompanhar as constantes mudanças, as empresas de todos os segmentos estão em processo contínuo de identificação, priorização e execução de uma série de iniciativas para melhorias nos negócios. Os projetos estão cheios de incertezas e os gerentes de projeto devem estar aptos a lidarem com estas incertezas, em todas as suas dimensões. É importante ter em mente que, embora os riscos existam, o gerenciamento do risoc se baseia mais na percepção da existência destes, do que na sua existência em si. Uma postura pró-ativa reconhece as vantagens do planejamento e o acompanhamento como ferramentas racionais e econômicas para enfrentar as incertezas dos projetos. ____________________________________________________________________________ Referência - 5º Congresso de Auditoria Interna e Compliance - https://www.febraban.org.br/eventos/Palestras/Evento_audcom04_ItemPrograma_108.pdf - acessado em 04/05/2007 - ALENCAR, Antonio Juarez & SCHMITZ, Eber Assis (2005) - Análise de Risco em Gerência de Projetos. Rio de Janeiro. - KERZNER, Harold (2002) – Gestão de projetos: as melhores práticas. Porto Alegre. - MENEZES, Luis César de Moura (2003) – Gestão de Projetos. 2ª edição. São Paulo. - PMI, Project Management Institute (2000). A Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBoK). 2nd edition. Philadelphia: Project Management Institute Inc., 2000 - PMI, Project Management Institute (2004). A guide to the Project management body of knowledge – PMBOK. 3rd edition. Philadelphia: Project Management Institute, 2004. - VERZUH, ERIC (2000) – MBA compacto: gestão de projetos. 8° Edição. Rio de Janeiro. ______________________________________________________________________ Copyright© 2007 Juliana Maria Martins Bezerra ______________________________________________________________________ Se você também deseja participar desta seção, envie e-mail para artigos@tenstep.com.br
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