Resumo
Este artigo tem por objetivo apresentar um
comparativo entre experiências acumuladas em 25 anos de trabalho
contínuo no desenvolvimento intuitivo e informal de idéias criativas,
gerando projetos executados e resultados de sucessos e fracassos
relativos e possíveis projetos semelhantes, desenvolvidos com base nos
conhecimentos, metodologia e técnicas atuais de Gerenciamento de
Projetos.
Com certeza o avanço da tecnologia por estas duas
décadas e meia, acarretou a mudança de vários paradigmas e confirmação
de outros, principalmente o que afirma que os negócios são dependentes
das informações e comunicações. Hoje não podemos dispensar essas
conquistas, pois sem essas ferramentas, não alcançaremos mais um patamar
no mesmo espaço de tempo que nos é necessário.
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The Complete
Leadership
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Artur March Inc.
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Introdução
Quando possuimos uma formação superior em ciências exatas, nos é ensinado
que a metodologia adequada para o gerenciamento de um projeto é
primeiramente a elaboração de um “Levantamento de Dados”, o mais completo
possível, que será analisado e imediatamente transposto, tanto
descritivamente quanto gráficamente, para um “Estudo Preliminar”, que, por
sua vez, poderá ainda ser desenvolvido em etapas aperfeiçoadas subsequentes
como o EP2, EP3, e assim sucessivamente, até que culmine em um “Ante-projeto”,
este sim, já com especificações mais aprofundadas e delineadas com maior
precisão e, finalmente, o concluímos com o “Projeto Final de Execução”,
agora já minuciosamente detalhado, contendo todos os processos e metodologia
a serem usados para a perfeita compreensão por parte daqueles que o irão
executar.
O cenário atual nos impõe conhecer técnicas diferenciadas destas, já
obsoletas, onde mecanismos de “Project Management” recomendam
utilizar-se o tripé PPP: Pessoas, Processos e Produtos/Serviços, de forma
que se alcance maior eficácia, eficiência e economia ante o sucesso a ser
alcançado pelo projeto. Hoje é necessário que as empresas implementem
efetivamente, práticas que garantam a absorção de novos negócios e mantenha
os já estabelecidos. Isto significa que organizações que utilizam o
gerenciamento de projetos como instrumento de gestão têm maior capacidade de
responderem rapidamente a novos requisitos do mercado, fortalecendo seu
posicionamento estratégico. Um projeto fracassado pode vir a significar o
encerramento das atividades deste setor e até mesmo a “morte” desta
organização.
Hoje, a metodologia aplicada é baseada nas orientações do PMI, Project
Management Institute, uma das principais organizações do setor, que
identifica e descreve as principais áreas de conhecimento e práticas que são
geralmente aceitas para gerenciamento de projetos.
Para se gerenciar um projeto deve-se inicialmente ter a consciência de que
este será um empreendimento temporário com o objetivo de se criar um produto
ou serviço único. O projeto prepara o produto a ser processado em
quantidade. O desenvolvimento de um nave interestelar é um projeto e a
fabricação destas naves a serem lançadas sequencialmente de encontro às
estrelas da via láctea, em um determinado período de tempo é um processo. O
evento M de Moda é um projeto a ser realizado, mas a metodologia para se
realizar eventos M de Moda em 10 estados brasileiros de acordo com
calendário anual é um processo. Escrever este artigo único é um projeto mas,
preparar este mesmo artigo para ser publicado em diversas e diferentes
revistas especializadas é um processo. Estudar é um processo para se
aprender a gerenciar projetos e se obter o conhecimento esperado?
Os objetivos do gerenciamento
Para se alcançar a qualidade, a economia, as metas e entre outras, o sucesso
do projeto é necessário que se definam objetivos a serem alcançados. E para
tal, estes objetivos devem poder ser mensurados para que sejam processadas
avaliações temporais e espaciais das etapas do projeto. É essencial
realizarem-se “Pit Stops” ao longo da corrida pois são nesses
intervalos que avaliamos o estado atual do desenvolvimento do projeto, as
condições do meio, do tempo, do ambiente, dos fatores econômicos, dos
fatores humanos, enfim, relacionamos e comparamos todos os dados coletados
com os levantados na Linha de Base, ao início de todo o processo de
desenvolvimento do Projeto. “Os dados do carro na linha de largada”.
De acordo com Maurício Aguiar em seu artigo Gerenciando Objetivamente, o
estabelecimento da Linha de Base é o retrato da situação inicial para
possibilitar um comparativo e avaliações posteriores, que serão mensuradas
através da implantação de processos de medição com sistemática de coleta e
análise de dados ao longo de etapas determinadas ou mesmo indeterminadas,
administrando ações corretivas e alterando o plano estratégico ao longo do
projeto.
Todos os envolvidos no projeto, os chamados “Stakeholders”, devem ter
suas espectativas e necessidades formuladas, anotadas, entendidas e
atendidas quando dos resultados do projeto. Caso já, desde a formulação dos
objetivos, tenha-se vislumbrado a possibilidade das mesmas não serem
atendidas em todo ou em parte, deve-se colocar logo a questão à mesa pois os
“Stakeholders” devem estar cientes do que se pode ou não esperar do
projeto.
Os objetivos a serem formulados devem ser observados perante os seguintes
aspectos:
-
Específicos:
Deve-se evitar objetivos genéricos criando aqueles que possam ser
qualificados quantitativamente
-
Sua ação: A
ação e os controles devem estar totalmente nas mãos do Gerente do
Projeto
-
Positivo:
Utilizar uma linguagem que gere motivação evitando frases e termos de
imagem negativa
-
Evidência:
Deve-se definir medidas e valores almejados para o sucesso e saber com
isso se o objetivo foi alcançado
-
Recursos:
Deve-se determinar e relacionar os recursos necessários para o alcance
do objetivo do projeto
-
Tamanho:
Deve-se subdividir o objetivo em partes menores para facilitar a
especificação e a motivação através de resultados parciais atingidos
pela equipe
-
Ambiente:
Deve-se pensar em como o objetivo alcançado será benéfico para o
ambiente como um todo a fim de evitar-se resistências de grupos com
outros interesses
-
Visão:
Deve-se tentar imaginar o projeto concluído e retroceder, mentalmente,
etapa por etapa, sua execução de forma a antever qualquer possibilidade
de risco que possa impactar o sucesso do projeto
-
Excelência:
Deve-se adotar um modelo que priorize a excelência em gerenciamento de
projetos pois gera-se com isso motivação a todos os “Stakeholders”
A implantação do
Modelo de Excelência tem como vantagens[1]:
-
Melhoria da
qualidade de serviço – suporte mais confiável para os negócios
-
Maior
disponibilidade e estabilidade dos serviços em TIC (tecnologia de
informação e comunicação)
-
Visão clara
da capacidade das áreas vinculadas a prestação de serviços em TIC
-
Melhoria da
informação sobre os serviços atuais
-
Aumento da
flexibilidade e adaptabilidade dos serviços
-
Diminuição
dos custos operacionais
-
Aumento da
eficiência
-
Maior
satisfação do Cliente
-
Melhorias na
segurança, precisão, velocidade e disponibilidade dos serviços
comercializados.
Os riscos e
precauções preventivas
Principalmente quando executamos simultaneamente vários projetos, devemos
dar maior atenção às possíveis ocorrências que venham a ser causas diretas
de fracassos. São elas:
-
Metas, objetivos e
produtos finais mal definidos ou não compreendidos
-
Cronograma de Atividades
mal dimensionado
-
Requisitos pouco
detalhados
-
Estimado à “sentimento”,
de forma intuitiva, sem se valer de dados concretos
-
Sem tempo suficiente para
um planejamento adequado
-
Necessidade de treinamento
da equipe
-
Falta de metodologia:
padrões de trabalho / negligenciamento
-
Expectativas desalinhadas
com a realidade do projeto
-
Não considerar os eventos
do meio impactando o escopo (riscos)
-
Não considerar questões
políticas e culturais que possam prejudicar o projeto. (riscos)
A qualidade de um projeto
Assim como um construtor necessita de uma planta para construir uma casa, a
gerência de projetos requer também uma “planta” para chegar ao sucesso que é
na verdade o alcance dos objetivos a que foi proposto.
Este é um
conceito importante sobre a qualidade. As vezes, temos a tendência de pensar
que a “qualidade” significa os melhores e mais modernos equipamentos e
materiais, e também com zero % de defeitos. Entretanto, em muitos casos não
é isso que o cliente espera e também o mesmo não tem recursos para chegar a
uma solução perfeita. Se ao longo do projeto houver altos e baixos, ou se os
“deliverables” tiverem uma quantidade pequena de defeitos, o cliente
ainda poderá dizer que o projeto foi entregue com um alto nível de
qualidade. Por outro lado, uma solução livre de defeitos que não satisfaz as
necessidades do cliente não é considerada de alta qualidade. A finalidade do
gerenciamento é primeiramente compreender as expectativas do cliente em
termos de qualidade, e então desenvolver um plano pró-ativo para atender
essas expectativas.
O velho ditado “a
qualidade está nos olhos de quem vê”, é verdadeiro. Apesar dos testes de
qualidade serem feitos pela equipe do projeto, a qualidade sempre acaba
sendo medida pelo cliente. O objetivo de um gerente de projetos é entender
os requerimentos e as expectativas do cliente - e então, atendê-los.
Para se alcançar
a excelência no gerenciamento de projetos é necessário que todos os aspectos
adiante descritos sejam satisfeitos:
-
Desenvolvimento de
projetos de forma mais acelerada com base em processos e modelos (templates)
de formulários padronizados
-
Garantir que as
expectativas dos projetos sejam atendidas ao final
-
Os gerentes de projetos
terem todas as habilidades e as competências necessárias para garantir que
os projetos serão bem sucedidos
-
Um repositório que
registre todas as lições aprendidas e as melhores práticas
-
A existência de um
treinamento comum para os gerentes de projeto e os demais integrantes das
equipes de projeto
-
Melhor precisão na
definição das estimativas do volume de trabalho exigido, do valor estimado
dos custos e dos prazos dos projetos
-
Conceber uma solução
melhor e mais eficaz logo na primeira vez através de um planejamento mais
eficiente
-
Identificar e resolver os
problemas mais rapidamente
-
Tratar os riscos antes que
apareçam. Antecipar-se e mitigar os riscos
-
Comunicar problemas e
gerenciar as expectativas com o cliente, a equipe do projeto, e os “stakeholders”
de maneira eficaz
-
Transmitir uma boa imagem
da sua organização para os clientes e o mercado
-
Uma gestão de recursos
humano mais eficiente e um ambiente de trabalho melhor
-
Redução do prazo para o
lançamento dos novos produtos e serviços da empresa no mercado
As habilidades
de um gerente
Como definir uma
nova liderança em busca da excelência? Os nossos amigos japoneses contam que
nos invejam pelas oportunidades que têm nossos executivos de estarem sendo
testados, constantemente, em um ambiente "imprevisível". E, desta forma,
serem treinados a tomar decisões, analisar problemas, enfrentar mudanças,
buscar soluções criativas, utilizar o lógico e o intuitivo e desenvolver a
capacidade de visão de conjunto, entre outras habilidades. Por ironia, as
empresas da segunda economia do mundo necessitam lançar mão de situações de
laboratório de ensino para criarem simulações de crise para avaliar e
treinar seus líderes empresariais. O que para nós tem o significado de crise
para eles representa oportunidade de aprender e crescer. As diferenças entre
o mundo oriental e acidental já começam por aí.
A capacidade
desenvolvida pelas organizações para alcançar a excelência empresarial -
entendida como a qualidade de processar respostas eficazes às diferentes
demandas internas e externas é decorrência direta da performance do seu
quadro diretivo. Por esta razão, ao iniciar-se um processo de melhoria de
qualidade e produtividade, além de repensar-se as convicções empresariais
predominantes na organização, deve-se dirigir as primeiras ações práticas da
intervenção para a avaliação do perfil gerencial existente. Nesse sentido,
essas ações iniciais buscam a identificação dos elementos fundamentais que
servirão de base à consolidação do projeto de implementação do modelo de
gestão.
Em um momento
como este, de transformações rápidas, algumas exigências deverão ser
atendidas por aqueles que pretendem ser exímios gerentes de projetos. A
primeira qualidade que deverão possuir refere-se à capacidade de leitura do
meio ambiente. Agora, atuando como um sensor crítico e perspicaz às
alterações ocorridas na sociedade, cada vez mais, em uma velocidade
constantemente acelerada pelo impulso do desenvolvimento tecnológico. Aquele
que lidera pessoas é obrigado a ser um agente ativo aos efeitos sociais da
evolução, que transformam a maneira de ver, julgar e de raciocinar, dos
indivíduos.
Outra
característica própria do líder constitui-se na competência e habilidade
para administrar recursos, processos e pessoas, através de cargos
fortalecidos com mais autonomia e poder para decisões. As "caixinhas" do
organograma da administração tradicional, finalmente, estão desaparecendo.
Nesse caso, o exercício do poder passa a caracterizar-se pela capacidade de
ser, agir e pensar no lugar do outro, como se de fato o fosse. É a busca da
empatia, obtida através da identificação holística ou seja, o ser humano
entendido e aceito em sua totalidade.
Até algum tempo
atrás, o que valia era o poder organizacional do gerente. Hoje, pelo
contrário, está se tornando comum, por exemplo, executivos de algumas
multinacionais, européias, norte-americanas e de algumas empresas
brasileiras, serem treinados no uso de técnicas orientais para desenvolver a
intuição e a meditação como forma de maior entendimento de si e dos outros.
Tal tendência
parece estar se acelerando bastante. A prática empresarial tem demonstrado
que a eficácia do poder pessoal transcende, e muito, o poder organizacional.
O primeiro depende das habilidades e capacidades humanas inerentes à pessoa
do líder. Enquanto que o segundo, independente do ocupante da função
gerencial, é determinado pela estrutura hierárquica da empresa.
Eventualmente, qualquer pessoa que vá ocupá-lo já encontra definida a
abrangência da sua atuação e a extensão do seu poder de mando. Talvez, essa
seja a principal diferença entre ser líder e ser chefe. Chefe, em princípio,
qualquer um poderá ser. Enquanto líder... A história é outra.
A mudança desse
paradigma vem transformando a estrutura de algumas empresas em um verdadeiro
círculo, em que o comando central alterna-se conforme as particularidades de
cada projeto empresarial. E, até certo ponto, a equipe terá autonomia para
aceitar, ou não, o poder outorgado ao líder. Como se vê, a lei do "capataz"
não tem mais espaço na organização moderna. Em vez disso, a liderança
somente será reconhecida e valorizada, na medida em que possibilitar aos
demais colaboradores oportunidades propícias à realização de uma ampla
variedade de crenças e valores, muitas vezes ambíguas. E, talvez ainda mais
importante, compatibilizá-las com a finalidade econômica e social da
organização do trabalho.
O talento e a
qualificação tornam-se, assim, os principais meios para o desenvolvimento de
uma carreira profissional promissora. Para ser capaz de competir nas
diferentes situações de mercado, exigi-se dos líderes dedicação exclusiva à
qualidade, à produtividade e à contínua flexibilidade para o atendimento das
necessidades dos clientes, internos e externos à organização.
O conceito
clássico sobre gerência predominante nas cinco últimas décadas considerou a
obtenção de resultados através das pessoas, como o propósito mais relevante.
Porém, na concepção da "nova empresa", altera-se o papel do gerente.
Baseia-se, primeiro e acima de tudo, na premissa de que o exercício de uma
liderança eficaz deve permitir às pessoas a obtenção de resultados
satisfatórios, com um custo mínimo, em relação a padrões de qualidade de
processos, produtos e serviços direcionados à satisfação contínua do
cliente. Portanto, o gerente passou a ser meio e não mais um fim em si
mesmo.
Na realidade, as
muitas teorias existentes, até então, e que têm sido transmitidas aos
gerentes, não refletem o mundo do trabalho. Algumas dão um tratamento
simplista à complexidade que envolve, no dia-a-dia, o relacionamento com
equipes de subordinados, as necessidades de mudanças e as suas resistências
conservadoras. Outras são abstratas e parecem que foram elaboradas somente
para a compreensão dos acadêmicos. E, na verdade, a maioria delas não tem
aplicabilidade prática, porquanto não contribuem para o fortalecimento do
tipo de liderança que possa conduzir, com eficácia, a gestão do negócio às
atuais condições de mercado "do salve-se quem puder"[2].
Listo abaixo as
principais habilidades necessárias a um bom gerente de projetos:
-
Liderança: Estabelecer
direção, alinhar diretrizes, motivar equipe, inspirar colaboradores
-
Comunicação: Garantir o
fluxo contínuo das informações aos “stakeholders”
-
Negociação: Discutir com
outros para se chegar a um acordo ou termo comum diretamente ou com a
assistência de uma arbitragem ou mediador e ainda, observar questões
envolvidas nas negociações tais como: objetivo e/ou mudanças do escopo,
custo e programação, termos e condições contratuais, designações e recursos
-
Resolução de problemas:
Primeiramente deve-se analisar o problema e para tal necessita-se
identificar causa(s) e, em segundo lugar, “tomar a decisão”, ou decisões,
através da identificação de soluções, avaliação, escolha e implementação
da(s) mesma(s)
-
Influência na organização:
Basicamente é, de maneira clara e coloquial: “conseguir que as coisas sejam
feitas”. É entender os mecanismos de poder e política, influenciar
comportamentos, mudar o curso dos eventos, sobrepujar resistências e
conseguir que as pessoas façam o que não faziam normalmente
O
empresário-gerente ou gerente-empresário
Perante uma
realidade que se situa além dos conceitos, no cenário atual, o modelo de
liderança desenvolvido para a busca da excelência considera os gerentes como
empresários, de tal forma que assumam as suas unidades de trabalho como se
fossem o seu próprio negócio. Além do mais, essa mentalidade empreendedora
delega ao gerente a prerrogativa de fazer prevalecer os seus valores
pessoais sobre como a organização possa ser administrada.
Hoje mais de que
nunca, a existência do gerente ou de qualquer outro profissional na
organização, bem como a sua remuneração, encontram-se na estreita
dependência do quanto possam contribuir para o desenvolvimento do negócio.
Em outras palavras: "Existo porque sou necessário, e sou pago pelo que
contribuo". A avaliação do desempenho gerencial e profissional, torna-se
menos problemática. Para tanto, há necessidade de criar-se mecanismos de
gestão mais adequados à medição do quanto de fato cada um contribuiu para os
resultados da respectiva unidade de negócio.
Esta não é uma
visão futurista para o novo milênio. As "novas" habilidades gerenciais estão
sendo exigidas para desenvolver um espírito empreendedor nas organizações,
públicas ou privadas, onde todos sintam-se responsáveis em construir um
ambiente de trabalho no qual acreditem. É a síndrome da pequena empresa como
ideal de administração de empresas. As grandes que se cuidem![3]
A importância
do gerenciamento
Para alcançarmos
a evidência e o sucesso quanto ao objetivo do projeto, devemos responder
algumas perguntas:
Em primeiro
lugar, a organização necessita saber quais práticas específicas -
conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas - para a gestão
organizacional dos projetos, são comprovadamente úteis para a organização;
Em segundo lugar,
a organização necessita avaliar o seu estado atual na gestão organizacional
de projetos de acordo com estas práticas desejadas;
Por fim, se a
organização desejar, de fato, seguir o caminho para a melhoria, ela deve
empreender os esforços necessários para aumentar as capacidades específicas
que forem identificadas como requisitos dessa melhoria.
Mais perguntas a
serem respondidas:
-
Qual é o problema?
-
Sabemos que projetos são
importantes e críticos na empresa. Será que temos respostas as seguintes
perguntas sobre os nossos projetos?
-
Quantos projetos estão
sendo realizados?
-
Quantos foram concluídos
no último mês, ano?
-
Quantos e quais projetos
devem ser iniciados?
-
Qual a duração dos
projetos?
-
Qual o custo dos projetos?
-
Qual o nível de qualidade
esperado?
-
Quais os recursos
necessários para realizar os projetos?
-
Quais os riscos dos
projetos?
-
Como os projetos estão
sendo gerenciados? Existe metodologia?
-
Qual o retorno esperado do
investimento?
-
Qual o desempenho da
organização em realizar os projetos?
-
Qual o nível de satisfação
dos clientes com os projetos?
-
Quais são os projetos mais
importantes?
-
Quais são os benefícios
esperados?
Dada a
importância que os projetos representam no atendimento das necessidades e
soluções aos clientes, os benefícios de melhorias que podem ser obtidos na
gestão de projetos podem ser classificados em:
-
Financeiros - através da
redução de custos com projetos em atraso.
-
Processos Internos - com o
aumento da produtividade no desenvolvimento dos projetos; melhoria na
alocação de recursos críticos aos projetos; e redução do retrabalho.
-
Inovação e Melhoria
Contínua - obtendo-se a unificação da gestão de projetos com os processos de
comercialização, desenvolvimento e operação.
-
Clientes - atendendo aos
requisitos definidos para o projeto; e com o alinhamento dos projetos com as
estratégias da organização.
-
Pessoas - com a busca da
maturidade no processo de gestão como garantia de que as pessoas possam
desenvolver suas capacidades e terem uma melhor satisfação no trabalho
realizado.
As empresas que
alcançaram a excelência em gestão de projetos também percebem que a
excelência é um processo contínuo. A complacência abre as portas para a
concorrência ou a perda dos clientes. Não é mais considerado um modismo, a
gestão de projetos tem sido aplicada em todos os tipos de organizações e,
existem várias pesquisas que demonstram os resultados que as empresas têm
obtido na implementação de melhorias nas suas práticas de gestão de
projetos.
Pesquisa
realizada em 2002 pelo Center for Business Practices aponta que 94% das
empresas consideram que a implementação da gestão de projetos representa
significativos ganhos para as suas organizações. Estas empresas relacionam
melhorias em resultados financeiros, satisfação dos clientes, desempenho dos
projetos e processos e medidas de crescimento e aprendizagem organizacional.
Que tipos de
melhorias uma empresa poderia esperar com a Gestão de Projetos?
As respostas da pesquisa indicam:
-
50% de melhorias na
execução dos projetos e programas;
-
88% nos retorno dos
investimentos;
-
33% na satisfação dos
clientes; e
-
36% na satisfação dos
empregados
As iniciativas
destas organizações incluem a implementação de escritórios de projetos,
metodologias de gerenciamento de projetos, software e ferramentas, a
integração da gestão de projetos com os demais processos da organização,
treinamento em métodos e técnicas e o desenvolvimento de programas de
capacitação de gerentes de projetos.
Mais de 70% das
organizações estão implementando três ou mais destas iniciativas nos últimos
3 anos. A obtenção da maturidade na gestão de projetos pode levar alguns
anos ou algumas décadas. A excelência não será alcançada sem mudanças, e a
rapidez das mudanças é um fator fundamental. Além disto, o processo deve
iniciar pelos gerentes e executivos. Por que um funcionário iria apoiar uma
mudança que não é sustentada pela cúpula da organização?
Os executivos
precisam estar comprometidos com a mudança para a gestão de projetos e
reconhecer o valor que ela acrescenta à empresa para que a mudança tenha
sucesso. Por fim, é necessário entender que a mudança para a gestão de
projetos irá beneficiar a todos os que se interessam pelo destino da
organização.
Tente identificar
uma empresa, apenas uma, que tenha desistido de utilizar a gestão de
projetos depois de tê-la implantado. Provavelmente não conseguirá. Todas as
empresas que adotaram a gestão de projetos ainda a utilizam. Por quê?
Simplesmente porque dá bons resultados. [4]
Conclusão
Acredito que, se
fosse possível comparar os resultados dos projetos planejados e executados
por mim, de forma quase que totalmente intuitiva, ao longo de meus 25 anos
de trabalho como arquiteto, gerente e empreendedor, com os resultados destes
mesmos projetos, se agora, gerenciados por profissionais pós-graduados em
gerenciamento de projetos, especialistas certificados pelo PMI, capazes de
utilizar os processos e ferramentas disponíveis no PMBoK, com fins de
atingir os mesmos objetivos propostos, teríamos consideravelmente superadas
as expectativas anteriores.
____________________________________________________________________________
[1] Fonte: Site do Serpro - http://www.serpro.gov.br – Consulta em
03/10/2006
[2] Fonte: Site da
Tenstep - http://www.tenstep.com.br - 03/10/2006
[3] Fonte: Site da
Afgoms - http://www.afgoms.com.br - 03/10/2006
[4] Fonte: Site da
Ponto GP - http://pontogp.wordpress.com - 03/10/2006
Referências bibliográficas
SEGRAC-
Núcleo de
Pesquisa em Ciências da Engenharia
–
http://www.segrac.poli.ufrj.br
Parreira,
Fernando L., (2003) artigo publicado no jornal O Tempo. Minas Gerais. Brasil
Luz, Daniel
C. (2001) – Insight 1. Editora DVS Ltda.
São Paulo, Brasil
Luz, Daniel C.
(2002) – Insight 2. Editora DVS Ltda. São Paulo, Brasil
Aguiar, Mauricio.
artigo Gerenciando Objetivamente, produzido especialmente para a Developers
Magazine pelo ISLIG-RIO. Rio de Janeiro. Brasil
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Copyright© 2007 Abraão Dahis
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